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Em 12 DE MAIO de 1972, editado pela sua própria produtora, foi lançado "O" album , que, na opinião de alguns, foi, o de maior qualidade de sempre produzido pelos ROLING STONES, provàvelmente , a maior banda de rock do mundo. “EXILE ON MAIN STREET.” é uma viagem a algo nunca antes visto, e que, provavelmente, nunca mais será visto. Na época das gravações desse disco, os Stones viviam o ápice do seu consumo de drogas, alguns estavam num processo de autodestruição, outros, no momento mais alto de sua criatividade. Sim, as drogas tiveram duas faces na história dessa banda.

Mick Taylor, pródigo guitarrista, teve seu nome creditado em uma canção, “Ventilator Blues”. Falando de Mick Taylor, esse foi o primeiro CD dos Stones que ele trabalhou do começo ao fim, os anteriores (“Let It Bleed” e “Sticky Fingers”), tiveram músicas tiradas de antigas seções, e ele se sai muito bem, mostrando que podia ser um rolling stone.
“Exile on main St.”” beira a perfeição, e o limite da música. Mick Jagger mostra toda a sua arte,cantando divinamente, outro Mick, o Taylor, contribui discretamente, mas sua ajuda foi essencial. Bill e Charlie, quase nunca lembrados, também se destacam, pelo menos, Bill nas faixas que toca. Keith Richards...

Mick Jagger: Vocal e guitarra
Keith Richards: Guitarra, backing vocal e vocal em “Happy”
Mick Taylor: Guitarra e baixo
Bill Wyman: baixo
Charlie Watts: bateria
Tocaram também:
Nicky Hopkins, Billy Preston, Ian Stewart, Bobby Keys, Jim Price, Bill Plummer, Al Perkins.
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Os Rolling Stones foram uma das mais importantes bandas da história do Rock. Enquanto os Beatles, na mesma época, cantavam a paz e letras de amor, eles pregavam a rebeldia,esbórnia, sexo e diversão.
A banda teve início por volta de 1962, em Dartford, Inglaterra, quando os amigos Mick Jagger e Keith Richards, foram convidados pelo guitarrista Brian Jones a montar uma banda de rhythm & blues, que se chamaria The Rolling Stones (nome tirado da canção "Rolling Stone", de Muddy Waters). O pianista Ian Stewart e Bill Wyman completavam a formação.
Esse line up durou apenas 1 ano: Ian Stewart tornou-se o roadie do grupo e Charlie Watts assumiu as baquetes. Começaram a apresentar-se em vários clubes londrinos e conseguem o primeiro contrato com a Decca Records. O primeiro single saiu no mesmo ano, e trazia uma regravação da música de Chuck Berry, "Come on", junto com a música "I Want To Be Loved" de Willie Dixon e um cover da dupla Lennon e McCartney, "I Wanna Be Your Man".
O publicitário e empresário dos Stones, Andrew Loog Oldham, começa a associar o nome do grupo ao proibido, ao pecado, ganhando assim mais espaço na imprensa. Cria a campanha que trazia a pergunta "Você deixaria sua filha se casar com um Rolling Stone?", e ganha de vez o público mais rebelde.
O primeiro álbum, chamado "The Rolling Stones", saiu em 1964, e apenas uma das músicas era de autoria de Jagger e Richards. O material escrito pela dupla, só começou a ganhar espaço em "Out Of Our Heads", de 1965.
Mas foi somente no ano seguinte, com "Aftermath", que o grupo iniciaria uma nova fase em sua carreira. É que o álbum foi o primeiro a trazer composições totalmente inéditas. Nessa época, alguns episódios como o do apresentador Ed Sullivan, que jurou que eles nunca retornariam ao seu programa, notas na imprensa condenando as atitudes da banda e a prisão de Jagger por porte de "pílulas ilegais", só serviriam para divulgar o grupo e a aumentar a fama de "incorrigíveis", ostentada por eles.
O sucesso dos Stones crescia a cada álbum: Com a forte influência do psicadelismo em "Their Satanic Majesties Request", de 1967; na volta ao R&B do início da carreira em "Beggars Banquet", de 1968; mantendo o estilo em "Let it Bleed", 1969 e com o ao vivo "Get Your Ya-Ya's Out" de 1970. Nesses dois últimos, Brian Jones já havia sido substituído por Mick Taylor.
Pouco tempo depois, Jones foi encontrado morto, afogado na piscina de sua prória casa. Em 1971, a banda passa para a Atlantic Records. Cria um o selo próprio, o Rolling Stones Records, e o famoso logotipo da boca com a língua pra fora, desenhada por Andy Warhol, que também assinaria a arte de "Sticky Fingers", do mesmo ano.

O álbum duplo "Exile on Main Street" lançado em 1972, chegou a ser considerado uma das melhores gravações da banda e em contrapartida, "Goat's Head Soup", de 1973, foi considerado um dos piores.
Mais um clássico, "It's Only Rock and Roll" foi lançado um ano depois, em 1974, e Ronnie Wood (que tocava com a banda inglesa The Faces) substitui Mick Taylor, que resolveu partir em carreira solo. "Black & Blue" (1976), o ao vivo "Love You Live" (1977), e "Some Girls", de 1978, que foi, até então, o álbum dos Stones com maior vendas, fecham a década de 70 em grande estilo.
Iniciam os anos 80 com "Emotional Rescue" e, em 1981, deixam a Atlantic Records para fazerem parte do cast da EMI. "Tatoo You", já com a gravadora nova, saiu no mesmo ano e foi um grande sucesso com os hits "Start Me Up" e "Waiting on a Friend".
As tournèes tomam proporções gigantescas com shows de aproximadamente 3 horas de duração e super produções de palco. Apesar do sucesso de "Tatto You", a década de 80 foi marcada pelos desentendimentos entre Jagger e Richards e apesar dos álbuns seguintes "Still Life" (1982), "Undercover" (1983), "Dirty Work" (1986) e "Steel Wheels" (1989) não terem agradado o público, os shows continuavam esgotados. Os Rolling Stones entram na década de 1990 com um novo contrato, dessa vez com a CBS.
Apesar dos conflitos entre os dois líderes da banda aumentarem, a apresentação ao vivo "Flashpoint", de 1991, mostra que eles continuam entrosados e fazendo ótimas performances. Em 1994, foi lançado o álbum "Voodoo Lounge", seguido por uma extensa tournèe de mesmo nome. Nessa época, todas as gravações da banda foram relançadas em CD.
O álbum de 1995, "Stripped", trazia versões acústicas de vários sucessos e a regravação "Like a Rolling Stone", de Bob Dylan que fez muito sucesso. "Bridges of Babylon", de 1996, foi seguida de uma turnê mundial das proporções de "Voodoo Lounge", além de uma ponte que ligava dois palcos, que faziam parte do cenário dos shows.
Apesar de todos os problemas e desavenças pessoais, os Rolling Stones deixaram seu nome marcado pra sempre na história do Rock, atravessando décadas, encantando e atraindo diferentes gerações.