UM HAPPENING DE REPERCUSSÃO
GLOBAL, NOTÍCIA DISPUTADA
PELAS AGENCIAS DE MÍDIA,
DESDE LONDRES,PARIS,MILÃO,
AO NEPAL,JUORE BAHRU E
PENSACOLA.
NESTA QUINTA FEIRA,LÁ
ACONTECEU O ENCONTRO DO MÊS
DE OUTUBRO,E SE QUEREM SABER,
FOI MUITO DIVERTIDA A NOSSA
CIMEIRA DAS CALDAS DA RAINHA
Havia no ar o stress de se conseguir chegar a acordo nesta Cimeira das Caldas.
E afinal o acordo foi fácil. Ainda antes da entrarmos no bus que nos levou à Capital da Louça, acordámos que cada um curtisse o melhor que soubesse este dia da Cimeira
Pelo clima distendido que se viveu durante todo o dia, pelas geografias visitadas, pelos casaquinhos tricotados ao longo das horas de convivio,pelas gargalhadas que soaram amiúde durante a Cimeira e pela estreia glamourosa da nossa ultima aquisição, a muito saudada LEONOR, o acordo e a CIMEIRA foram mais um êxito.
A partida teve lugar na parte baixa do Parque Eduardo VII
onde o pessoal se começou a juntar desde cedo
A primeira emoção foi o aparecimento do bus que nos levou estrada fóra
A primeira impressão foi a de surpresa e de terror ,mas ,afinal, por dentro, o autocarro era 5 estrelas, com sofás camas reclináveis, circuito interno de plasmas, bebidas à vontade e muita comodidade, como podes vêr pelo espanto da Leonor, aqui com a Graça, que não se cansava de dizer:
-"O que eu tenho perdido, a Céu havia de vêr isto, deixáva-se logo de grupos"
Paragem no caminho pró habitual pipi
Momentos de grande emoção na chegada às Caldas, à passagem pela porta d'armas do RI5,onde alguns de nós a bordo (Mendonça,Canelas,Herdeiro,Rui e Ricardo) sofremos as estopinhas, no" pórtico", nas centenas d flexões diárias, nos "trabalhos de estrada", no limpar Mauser e da G3. no "reatejar até mim" e outras sevícias que até é bom não lembrar.
À chegada ao local da refrega, esperavam-nos ao portão da Fábrica de Louça
No Pátio do Restaurante Dom Rafael, portas meia com o Museu Rafael Bordallo Pinheiro, deparou-se-nos um muito agradável e aconchegado jardinzinho, de onde
passámos para uma salinha-recepção ,autêntico mini museu,
e antecâmara do salão de jantar.
À mesa (ou mesas) estivémos 28 cimeiros:
Leonor,Graça Espanha,Alice Teles,Melo,Mesquita,Coelho de Almeida,Ricardo,Herdeiro,Guilhermina,Rui Brito de Souda,Susy Brito de Sousa,Luis Domingues,Mendonça,Anabela,Canelas,Farinho,Norberto,Zé Barbosa Dinis,António José Soares e Lena Policarpo,Manela Brito e Silva,Manela Mascarenhas,Chico Dias,Dina,Tomé Gomes,Herberto Gomes,Chico e Ju Santos Costa,Maria João e Hernâni
Como se pode vêr nas imagens que aqui vos deixo, a sala é muito agradável.
A Dina, iniciou o debate entregando a cada um de nós uma lembrança desta Cimeira, e que ,evidentemente, tem a vêr com a tradicional louça da Caldas.
Louça que aliás, esteve muito presente ,quer na mesa,
quer na cidade
no Museu, que visitámos após o almoço
quer até nas mãos do nosso pessoal
As questões começaram a ser discutidas, e em breve a algazarra era generalizada.
Discutiu-se qual ou quais as anedotas que podem ser consideradas com dignidade para figurar na História do RC-REV, e cedo se destacou unanimidade à volta daquela que marcou muito o nick name que veio a ser posto ao nosso chefe de então, o de melro.
Lembremos
"Havia um rapaz que desde pequeno se apaixonou pelo teatro, ingressando como "ponto" numa companhia de teatro lá do Bairro.
Um dia, estavam os artistas reunidos no palco rodeando o encenador que escolhia personagens para a nova peça, quando este se virou para o jovem ponto e lhe propôs.
-"Tenho falta de um actor para um pequeno papel, que entrerá sòmente uma vez em cena e apenas dirá apontando para outro personagem :o melro.", Aceitas o papel?
O nosso herói, estremeceu de alegria.Então ele que há tanto tempo desejava ser actor
limitando-se até agora à caixa de ponto, não havia de aceitar:
-"Claro que aceito"
Foi para casa, e defronte do espelho, ensaiou até à exaustão, repetindo inúmeras vezes e com diferentes inflexões de voz, e inclinações de corpo:
-"O melro"
"OOO melro"
-"O méeelro"
No dia da estreia, nervosissimo, esperou entre cortinas, a sua deixa para entrar.
o Momento mais esperado da sua vida chegou, e ele adentrou o palco deu dois passos,,abriu os braços e quando ia para dizer o seu texto, um espectador da primeira fila , gritou ,apontando-o:
-"Olha,o gajo é coxo"
Indignado e furioso, o nosso heroi respondeu-lhe
-"Coxo é o melro"
E retomando o seu texto:
-O caralho"
Outras anedotas ficaram também na História do RC, como a do "ventriloco e o pastor",
"A menina com areia na ...coroa" (Óh Vitor a menina tá a chorar...) e outras.
Como de costume ,a partir de certa altura ,ninguém ficou sentado e o transito entre mesas e o cruzamento de conversetas lançou a confusão na sala.
Antes de visitarmos o Museu Rafael Bordallo Pinheiro houve um tempinho para um cigarro e mais troca de ideias no tal pátio jardim ,tendo o Canelas aproveitado para traçar o futuro de alguumas vitimas das suas previsões astrais.
A visita ao Museu, que afinal foi a casa do artista Rafael Bordallo Pinheiro foi ciceronada de forma entusiastica, criativa e profundamente teatral.
As peças expostas ganharam outra dimensão à medida que nos era explicada a história da sua confecção e o modus vivendi de Rafael Bordallo Pinheiro
Gostava que o Faustino tivessse vindo para constatar a ausência total de toda e qualquer águia (nem uma) e para a proliferação de imponentes lagartos e de alguns leões.
Depois do Museu e um pouco àd hoc, o pessoal espalhou-se pela cidade, uns a matarem saudades dos tempos em que estiveram nas Caldas na tropa, outros ao ataque às cavacas ,aos beijinhos e à louça tradicional...
Ao fim da tarde fez-se o split no PNR, com as despedidas aos que nas Caldas ficaram:
Na parte final , foi a visita oficial à Foz do Arelho,
onde numa cerimónia tocante, e de muito significado, o nosso companheiro António Mendonça, eterno apaixonado por felinos, prestou homenagem ao gato Frajola ,perpetuado em estátua junto à praia.
O regresso a Lisboa fez-se já quase de noite .

