sábado, outubro 30, 2010

CRÓNICA DA CIMEIRA DAS CALDAS DA RAINHA

AS NOSSAS CIMEIRAS SÃO JÁ
UM HAPPENING DE REPERCUSSÃO
GLOBAL, NOTÍCIA DISPUTADA
PELAS AGENCIAS DE MÍDIA,
DESDE LONDRES,PARIS,MILÃO,
AO NEPAL,JUORE BAHRU E
PENSACOLA.

NESTA QUINTA FEIRA,LÁ
ACONTECEU O ENCONTRO DO MÊS
DE OUTUBRO,E SE QUEREM SABER,
FOI MUITO DIVERTIDA A NOSSA
CIMEIRA DAS CALDAS DA RAINHA


Havia no ar o stress de se conseguir chegar a acordo nesta Cimeira das Caldas.
E afinal o acordo foi fácil. Ainda antes da entrarmos no bus que nos levou à Capital da Louça, acordámos que cada um curtisse o melhor que soubesse este dia da Cimeira

Pelo clima distendido que se viveu durante todo o dia, pelas geografias visitadas, pelos casaquinhos tricotados ao longo das horas de convivio,pelas gargalhadas que soaram amiúde durante a Cimeira e pela estreia glamourosa da nossa ultima aquisição, a muito saudada LEONOR, o acordo e a CIMEIRA foram mais um êxito.

A LEONOR À CHEGADA , ACOMPANHADA PELO LUIS DOMINGUES E A GRAÇA ESPANHA

A partida teve lugar na parte baixa do Parque Eduardo VII


onde o pessoal se começou a juntar desde cedo






A primeira emoção foi o aparecimento do bus que nos levou estrada fóra


A primeira impressão foi a de surpresa e de terror ,mas ,afinal, por dentro, o autocarro era 5 estrelas, com sofás camas reclináveis, circuito interno de plasmas, bebidas à vontade e muita comodidade, como podes vêr pelo espanto da Leonor, aqui com a Graça, que não se cansava de dizer:
-"O que eu tenho perdido, a Céu havia de vêr isto, deixáva-se logo de grupos"






Paragem no caminho pró habitual pipi




Momentos de grande emoção na chegada às Caldas, à passagem pela porta d'armas do RI5,onde alguns de nós a bordo (Mendonça,Canelas,Herdeiro,Rui e Ricardo) sofremos as estopinhas, no" pórtico", nas centenas d flexões diárias, nos "trabalhos de estrada", no limpar Mauser e da G3. no "reatejar até mim" e outras sevícias que até é bom não lembrar.

À chegada ao local da refrega, esperavam-nos ao portão da Fábrica de Louça o Chico e a Ju Santos Costa, o Tomé Gomes, a Dina e o Chico Dias, o Herberto Gomes e a Maria João.








No Pátio do Restaurante Dom Rafael, portas meia com o Museu Rafael Bordallo Pinheiro, deparou-se-nos um muito agradável e aconchegado jardinzinho, de onde



passámos para uma salinha-recepção ,autêntico mini museu,

e antecâmara do salão de jantar.

À mesa (ou mesas) estivémos 28 cimeiros:

Leonor,Graça Espanha,Alice Teles,Melo,Mesquita,Coelho de Almeida,Ricardo,Herdeiro,Guilhermina,Rui Brito de Souda,Susy Brito de Sousa,Luis Domingues,Mendonça,Anabela,Canelas,Farinho,Norberto,Zé Barbosa Dinis,António José Soares e Lena Policarpo,Manela Brito e Silva,Manela Mascarenhas,Chico Dias,Dina,Tomé Gomes,Herberto Gomes,Chico e Ju Santos Costa,Maria João e Hernâni





Como se pode vêr nas imagens que aqui vos deixo, a sala é muito agradável.

A Dina, iniciou o debate entregando a cada um de nós uma lembrança desta Cimeira, e que ,evidentemente, tem a vêr com a tradicional louça da Caldas.


Louça que aliás, esteve muito presente ,quer na mesa,


quer na cidade



no Museu, que visitámos após o almoço


quer até nas mãos do nosso pessoal


As questões começaram a ser discutidas, e em breve a algazarra era generalizada.

JU SANTOSD COSTA E GUILHERMINA

HERBERTO GOMES,CHICO SANTOS COSTA E HERNÂNI

NORBERTO E MESQUITA

MESQUITA E LEONOR

DE COSTAS-COELHO DE ALMEIDA E FARINHO, DE FRENTE-MANUELA BRITO E SILVA,LUIS DOMINGUES E MARIA JOÃO

MANUELA BRITO E SILVA


RICARDO,DINIS,NORBERTO

MELO,MENDONÇA E TOMÉ GOMES


Discutiu-se qual ou quais as anedotas que podem ser consideradas com dignidade para figurar na História do RC-REV, e cedo se destacou unanimidade à volta daquela que marcou muito o nick name que veio a ser posto ao nosso chefe de então, o de melro.

Lembremos
"Havia um rapaz que desde pequeno se apaixonou pelo teatro, ingressando como "ponto" numa companhia de teatro lá do Bairro.
Um dia, estavam os artistas reunidos no palco rodeando o encenador que escolhia personagens para a nova peça, quando este se virou para o jovem ponto e lhe propôs.
-"Tenho falta de um actor para um pequeno papel, que entrerá sòmente uma vez em cena e apenas dirá apontando para outro personagem :o melro.", Aceitas o papel?
O nosso herói, estremeceu de alegria.Então ele que há tanto tempo desejava ser actor
limitando-se até agora à caixa de ponto, não havia de aceitar:
-"Claro que aceito"
Foi para casa, e defronte do espelho, ensaiou até à exaustão, repetindo inúmeras vezes e com diferentes inflexões de voz, e inclinações de corpo:
-"O melro"
"OOO melro"
-"O méeelro"
No dia da estreia, nervosissimo, esperou entre cortinas, a sua deixa para entrar.
o Momento mais esperado da sua vida chegou, e ele adentrou o palco deu dois passos,,abriu os braços e quando ia para dizer o seu texto, um espectador da primeira fila , gritou ,apontando-o:
-"Olha,o gajo é coxo"
Indignado e furioso, o nosso heroi respondeu-lhe
-"Coxo é o melro"
E retomando o seu texto:
-O caralho
"

Outras anedotas ficaram também na História do RC, como a do "ventriloco e o pastor",
"A menina com areia na ...coroa" (Óh Vitor a menina tá a chorar...) e outras.

Como de costume ,a partir de certa altura ,ninguém ficou sentado e o transito entre mesas e o cruzamento de conversetas lançou a confusão na sala.


Antes de visitarmos o Museu Rafael Bordallo Pinheiro houve um tempinho para um cigarro e mais troca de ideias no tal pátio jardim ,tendo o Canelas aproveitado para traçar o futuro de alguumas vitimas das suas previsões astrais.

O CANELAS MOSTRA O FUTURO ASTRAL AO TOMÉ GOMES

ANABELA,NORBERTO E RICARDO



HERBERTO GOMES,RICARDO E MELO

UM PÓS-ALMOÇO REPOUSANTE COM:RICARDO,ANABELA,FARINHO,NORBERTO (DE COSTAS)ALICE,GRAÇA E LEONOR (DE COSTAS


A ESTREANTE LEONOR


A visita ao Museu, que afinal foi a casa do artista Rafael Bordallo Pinheiro foi ciceronada de forma entusiastica, criativa e profundamente teatral.











As peças expostas ganharam outra dimensão à medida que nos era explicada a história da sua confecção e o modus vivendi de Rafael Bordallo Pinheiro






















Gostava que o Faustino tivessse vindo para constatar a ausência total de toda e qualquer águia (nem uma) e para a proliferação de imponentes lagartos e de alguns leões.


Depois do Museu e um pouco àd hoc, o pessoal espalhou-se pela cidade, uns a matarem saudades dos tempos em que estiveram nas Caldas na tropa, outros ao ataque às cavacas ,aos beijinhos e à louça tradicional...
















Ao fim da tarde fez-se o split no PNR, com as despedidas aos que nas Caldas ficaram:







Na parte final , foi a visita oficial à Foz do Arelho,





onde numa cerimónia tocante, e de muito significado, o nosso companheiro António Mendonça, eterno apaixonado por felinos, prestou homenagem ao gato Frajola ,perpetuado em estátua junto à praia.

O regresso a Lisboa fez-se já quase de noite .