quinta-feira, novembro 18, 2010

E TUDO O BENTO MUDOU

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Diz o AS:

"Portugal 4 - España 1 | La contracrónica
La estrella se estrella
Los portugueses acabaron jaleando a su equipo entre olés, para desesperación de esta España que no termina de recuperar el feeling futbolístico desde la final de Sudáfrica. Cristiano se salió en lo que pareció un aperitivo del Clásico...

"Cristianato. Algún día se recordará así el período de la historia futbolera en la que este coloso con botas lució sus músculos de acero por los campos de todo el orbe. Cristiano no entiende de amistosos ni en las fiestas familiares de cumpleaños. Siempre compite, siempre busca retos, siempre da la cara, siempre quiere más... Su pique con Piqué durante el primer tiempo fue para enmarcar. Si esto es lo que nos espera el 29-N, ya pueden frotarse las manos señores. Espectáculo asegurado. El gigante de 192 centímetros le ganó al portugués los primeros asaltos. Incluso, le atosigó susurrándole algo al cogote tras un roce de orgullos entre Busquets (que le dejó un recado en el tobillo de apoyo) y el dueño y señor del partido. Pero Cristiano esperó su momento."

ooops



Pastelaria alegadamente frequentada pelo famoso "Catherine Deneuve",figurão avesso a sair do armário...

quarta-feira, novembro 17, 2010

ERA UMA VEZ UM PINTOR QUE TINHA UM AQUÁRIO

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POEMA DE HERBERTO HELDER DITO POR MÁRIO VIEGAS

gente nossa - ZÉ HERDEIRO,RICARDO e AUGUSTO

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Nos anos 70 do século passado (??!!) os terrenos frente à instalações da TAP, onde hoje estão os edificios da Meteorologia e da NAVE , haviam terrenos baldios e algumas hortas .
Nesse espaço, o pessoal do RC de então organizou, um dia, durante as 2 horas de almoço (sim ,nessa época havia 2 horas poara almoçar) um jogo de futebol, seguido de um piq nic, com comida comprada numa empresa de catering ,a Costa Campos.

Na imagem acima, o Zé Herdeiro (aqui o vosso escriba) o Ricardo (ainda de farta cabeleira e o Augusto (que hoje em dia está igual ao que era então), carregam antes do grande jogo os pacotes do morfod a consumir depois do jogo.

terça-feira, novembro 16, 2010

jornais do mundo - ALL AZZAMAN - IRAQUE

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preliminares

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Sempre tive uma atracção irresistível pela vizinha do apartamento ao lado. Vivia obcecado com a ideia fixa de possui-la...de traçá-la todinha!
Um dia, ao conversar com o marido dela, ouvi este comentário: Preciso
mandar pintar o meu apartamento, mas trabalho o dia inteiro e chego
cansado. Tentei contratar um pintor profissional mas o tipo pediu-me os "olhos da cara!..."

Nesse momento o meu rosto iluminou-se pois, a ideia que tive foi
simplesmente brilhante!
- Não seja por isso vizinho! Estou de férias e, pintar paredes é o meu hobby favorito! Posso fazer esse serviço para si de graça, com o maior prazer.
O maridão aceitou a oferta e, ficou feliz da vida.

Não é para me gabar mas, como sou "bom de papo", mal comecei a pintar o apartamento, consegui levar aquele mulherão... aquele monumento, para a cama!
Só que, azar dos azares... estávamos nos preliminares... não esperava que o marido se tivesse esquecido dos documentos e, por isso, tivesse que voltar a casa naquele momento!
A mulher, ouvindo o marido abrir a porta da sala, correu para a casa de banho e, o gajo entra no quarto, encontra-me "pelado", no cimo do escadote dando umas pinceladas na parede.

Aos berros, perguntou:
- Que merda é esta pá?...Começaste pelo quarto e... todo nu?
- Ora... estou a pintar de graça, começo por onde quiser!
- Mas todo nú?...
- Queria que eu manchasse a minha roupa nova com tinta?...
- E de pau feito, cabrão?
- E onde é que eu ia pendurar, a "porra" do balde??...

A 15 DE NOVEMBRO DE 1889, FOI PROCLAMADA A REPUBLICA NO BRASIL

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O 15 DE NOVEMBRO DE 1889, EQUIVALE
NO BRASIL, AO 5 DE OUTUBRO DE 1910.
DEU-SE A QUEDA DA MONARQUIA, NAS-
CEU A REPUBLICA.




A Proclamação da República Brasileira(1889) foi um episódio da história do Brasil, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou o regime republicano no Brasil, derrubando a monarquia do Império do Brasil, pondo fim à soberania do Imperador Dom Pedro II.

A Proclamação da República ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil, D. Pedro II, e o presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.

Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um "Governo Provisório" republicano. Faziam parte deste "Governo Provisório", organizado na noite de 15 de novembro, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório, marechal Floriano Peixoto como vice-presidente, e, como ministros, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.


A situação política do Brasil em 1889

O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a difícil situação política em que se encontrava, apresentou, em uma última e desesperada tentativa de salvar o Império, à câmara geral, atual câmara dos deputados, um programa de reformas políticas do qual constavam, entre outras, as medidas seguintes: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do conselho de Estado, mandatos limitados (não-vitalícios) no Senado. No Império, o Senado era vitalício. As propostas do Visconde de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que controlava a Câmara Geral. As reformas do Gabinete Ouro Preto chegaram tarde demais. No dia 15 de novembro de 1889, a república era proclamada.


Antecedentes da Proclamação da República
A relativa credibilidade na estabilidade política do Império do Brasil veio a ser abalada, dando lugar ao desejo popular de se estabelecer um regime político que alguns setores da sociedade acreditavam que seria mais adequado aos problemas da época.

A partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança) (1864-1870), essa crise foi tomando corpo, como resultado de vários fatores de ordem econômica, social e política que, somados, conduziram aqueles setores à conclusão de que a monarquia precisava ser superada. Adicionalmente, ainda havia as seguintes questões:

A classe média (funcionários públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava maior liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império.
O imperador D. Pedro II não possuía filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro.
[editar] A crise econômica
A crise econômica agravou-se em função das elevadas despesas financeiras geradas pela Guerra da Tríplice Aliança, cobertas por capitais externos. Os empréstimos brasileiros elevaram-se de três milhões de libras esterlinas em 1871 para quase vinte milhões em 1889, o que causou uma inflação da ordem de 1,75% ao ano, no plano interno.

O golpe militar de 15 de novembro de 1889

Marechal Deodoro da Fonseca.No Rio de Janeiro, os republicanos insistiram com o marechal Deodoro da Fonseca, um monarquista, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a monarquia pela república. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro da Fonseca concordou em liderar o movimento militar.

O golpe militar, que estava previsto para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, os conspiradores divulgaram o boato de que o governo havia mandado prender Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Deodoro da Fonseca. Posteriormente confirmou-se que era mesmo boato. Assim, os revolucionários anteciparam o golpe de estado, e, na madrugada do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento de tropas do exército que pôs fim ao regime monárquico no Brasil.

Os conspiradores dirigiram-se à residência do marechal Deodoro, que estava doente com dispnéia, e convencem-no a liderar o movimento.

Com esse pretexto de que Deodoro seria preso, ao amanhecer do dia 15 de Novembro, o marechal Deodoro da Fonseca, saiu de sua residência, atravessou o Campo de Santana, e, do outro lado do parque, conclamou os soldados do batalhão ali aquartelado, onde hoje se localiza o Palácio Duque de Caxias, a se rebelarem contra o governo. Oferecem um cavalo ao marechal, que nele montou, e, segundo testemunhos, tirou o chapéu e proclamou "Viva a República!". Depois apeou, atravessou novamente o parque e voltou para a sua residência. A manifestação prosseguiu com um desfile de tropas pela Rua Direita, atual rua 1º de Março, até o Paço Imperial.

Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Gabinete ministerial e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto.

No Paço Imperial, o presidente do gabinete (primeiro-ministro), Visconde de Ouro Preto, havia tentando resistir pedindo ao comandante do destacamento local e responsável pela segurança do Paço Imperial, general Floriano Peixoto, que enfrentasse os amotinados, explicando ao general Floriano Peixoto que havia, no local, tropas legalistas em número suficiente para derrotar os revoltosos. O Visconde de Ouro Preto lembrou a Floriano Peixoto que este havia enfrentado tropas bem mais numerosas na Guerra do Paraguai. Porém, o general Floriano Peixoto recusou-se a obedecer às ordens dadas pelo Visconde de Ouro Preto e assim se justificou sua insubordinação, respondendo ao Visconde de Ouro Preto:

Sim, mas lá (no Paraguai) tínhamos em frente inimigos e aqui somos todos brasileiros!

— Floriano Peixoto[2]

Em seguida, aderindo ao movimento republicano, Floriano Peixoto deu voz de prisão ao chefe de governo Visconde de Ouro Preto.

O único ferido no episódio da proclamação da república foi o Barão de Ladário que resistiu à ordem de prisão dada pelos amotinados e levou um tiro. Consta que Deodoro não dirigiu crítica ao Imperador D. Pedro II e que vacilava em suas palavras. Relatos dizem que foi uma estratégia para evitar um derramamento de sangue. Sabia-se que Deodoro da Fonseca estava com o tenente-coronel Benjamin Constant ao seu lado e que havia alguns líderes republicanos civis naquele momento.

Na tarde do mesmo dia 15 de novembro, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a Republica

preliminares

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EVA: Adão, amas-me ? ADÃO: Não ! EVA: (a chorar) Então porque fizeste amor comigo? ADÃO: Hellooooooooooo? Vês por aqui mais alguém?

ITAJUBÁ , MINAS GERAIS

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A TRANCA CONTINUA A SER
ACESSADA POR AMIGOS DO
BRASIL, HOJE DE ITAJUBÁ,
MINAS GERAIS




Fundação
Na noite de 17 de março de 1819 reuniu o vigário, na Matriz, todos os fiéis que o seguiriam. Na manhã do dia seguinte, após a missa, a caravana rumou para as bandas do Sapucaí. Eram os pioneiros da nova Matriz, que marchavam com a missão de fundar a "nova Itajubá". No dia seguinte, rumando todos para o alto do cômoro (morro, grande elevação de terra), o "Ibitira", segundo a denominação dos Puri-Coroados, o vigário se deslumbrou com o que viu. Não era preciso prosseguir a viagem. O local onde estavam lhe parecera excelente para a fundação do novo povoado e a sede da freguesia. Ali em meio a clareira aberta pelos desbravadores, foi construído um altar e o cruzeiro onde Padre Lourenço da Costa Moreira celebrou a primeira missa. Foi nesse altar erguido exatamente onde hoje se encontra a matriz da paróquia de Nossa Senhora da Soledade, que nasceu, em 19 de março de 1819, a atual cidade de Itajubá. Inicialmente esta foi denominada "povoado de Boa Vista".

Em 1848 o povoado passou a vila, com o nome de "Boa Vista de Itajubá", e a partir daí foi criado o município. Em 1911, o município já se chamava simplesmente Itajubá. Antes mesmo da abolição da escravatura em 1888, todos os fazendeiros da região libertaram, de comum acordo, os escravos da região.

Itajubá é sede de Comarca com 3 instâncias. Sua jurisdição se estende aos municípios de Delfim Moreira, Marmelópolis, Piranguçu e Wenceslau Braz.




Artes
O município é considerado a capital mineira do canto coral, fato estimulado pela prefeitura municipal que implantou em toda sua rede municipal de ensino o projeto "Um Canto em Cada Canto", que institui um coral em cada escola municipal.Possui duas feiras de artesanato onde três associações de artesãos expõem seus trabalhos na praças Venceslau Brás e Getúlio Vargas aos finais de semana.

] Clima
Situado nos limites meridionais do clima temperado, sob influência da elevada altitude da região, o clima de Itajubá é do tipo temperado, com oscilações bruscas de temperatura e predominância de ventos NE. Precipitação pluviométrica média é 1.409,5mm ao ano, chegando ao maior nível nos meses de dezembro e janeiro. A temperatura média anual é de 14°C, com máxima média anual de 21,3°C e mínima média anual de 8,1°C.Há registros, que indicam queda de neve na cidade, no século XX. É comum geadas nos meses mais frios, podendo, raramente, ocorrrer queda de neve.


Toponímia
Há duas versões para a origem do nome. A versão mais aceita é a de que deriva da palavra ita-gybá, que em língua tupi significa "rio das pedras que do alto cai" em alusão à cascata (cachoeira) vizinha das minas de ouro (Soledade do Itagybá - atual Delfim Moreira) exploradas por seus primeiros habitantes. Com efeito, o nome parece ser mais acertado, tendo em vista as diversas cachoeiras encontradas no município.

Outra versão, corroborada por Silveira Bueno, é a de que o nome indígena, na verdade, significa "pedra amarela", isto é, o ouro. Do tupi itá: pedra; e yuba: amarela. Devemos, contudo desprezar esta última versão, uma vez que não corresponde às origens de fato.

Lenda
Uma das lendas mais divulgadas em Itajubá é a da mulher de bronze. Que conta a história de uma mulher que não gostava de tirar fotos, no casamento de seu filho tiraram uma foto dela em que ela estava apontando para alguma pessoa e a partir daí as pessoas inventam lendas como essa: A melher de Bronze persegue as pessoas que a pertubavam ... Entre outras lendas Observação: A mulher de bronze é uma estátua localizada no cemitério de Itajubá.

segunda-feira, novembro 15, 2010

JOSÉ CASCADA -HOJE, 15 DE NOVEMBRO - EXPOSIÇÃO COLETIVA DE PINTURA



O nosso companheiro JOSÉ CASCADA , está de novo na Avenida de Berna, numa Exposição

de pintura colectiva, a inauguração é hoje, às 18,30,

domingo, novembro 14, 2010

os nossos artistas - MÁRIO FILIPE

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O Mário Filipe caricaturando-se a si próprio, fugindo daquele monstro acabado de ser instalado na nossa sala do 7º.andar do Edificio 25,do Aeroporto de Lisbos, corria o ano de 1974, e seria segundo ele, um factor anti-social, pois, seria um obstáculo físico â nossa frente, a impedir que nos víssemos uns aos outros, e absorveria dali em diante toda a nossa atenção em detrimento duma saudável troca de impressões , olhos nos olhos.
Era assim o Mário Filipe...

SINFONIA

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Gravité from Renaud Hallée on Vimeo.

sábado, novembro 13, 2010

gente nossa - CARLOS CORREIA

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O nosso colega CARLOS CORREIA, finalmente imortalizado em obras de arte, e exposto no M.O.M.A de Nova York, num trabalho notável dos artistas Josér Cascada e Francesco Muretti.



Desde muito cedo, começou a juntar-se à porta do MOMA em New York, uma multidão curiosa para assistir à colocação dos quadros imortalizando a imagem célebre CARLOS CORREIA .



"Early in this morning, a long queue of excited people, specially young women,

waiting for the momemt of meeting the masterpiece showing the CARLOS CORREIA image, the famous space control agent, finnaly arrived at MOMA's" (USA TODAY sic)

À saída murmurava-se que o único detalhe que falhou foi a ausência do Carlos, a quem todos queriam conhecer pessoalmente, nomeadamente Woody Allen que afirmou aos média:
-"I want this guy for my next film".

jornais do mundo

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O "CORREIO POPULAR"
É UM JORNAL DE REFE-
RÊNCIA DA CIDADE DE
CAMPINAS, NO ESTADO
DE SÃO PAULO

preliminares

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Um papagaio engoliu um comprimido de Viagra distraidamente deixado ao
seu alcance pelo dono. Este, preocupado com o efeito, mete o papagaio
no congelador para acalmá-lo.
Uma hora mais tarde o dono abre a porta do congelador e vê o papagaio
todo suado.
- Como pode você estar assim suado no congelador?
O papagaio responde:
- Você acha que é fácil abrir as pernas duma galinha congelada?!...

ANTECIPAÇÃO POLÍTICA

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quinta-feira, novembro 11, 2010

MANHATAN, de WOODY ALLEN

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Nova York by Woody Allen
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Nos anos 80, muitos de nós, do então RC, passámos por este Hotel no centro de Luanda, como nossa casa durante o período em que trabalhámos na TAAG no Programa de Cooperação TAP-TAAG.



Na época Luanda estava lentamente a despertar num tempo pós independência, havia ainda muito poucas lojas abertas, contavam-se pelos dedos os restaurantes a funcionar.

Foram muitos os episódios marcantes na nossa estadia em Luanda, estou a recor-me de uma vez, eu e o Zé Dinis fomos dar uma volta ao fim da tarde pela Mutamba, e eis que descobrimos uma loja aberta, com um pijama na montra.
Surpreendidos entrámos e perguntámos ao empregado que atendia ao balcão:
-"Quanto custa aquele pijama da montra?
-"O camarada é noivo? questionou-nos o jovem balconista
-"Não , respondi admirado
-Ah, então não pode comprar, só novos com papel passado .

Os cineminhas à noite era o nosso programa de recurso, havia muitas salas ao ar livre, ma era o Miramar onde gostava mais de assistir, pois para além do filme na tela, tinha a espectacular vista sobre a baía de Luanda.



Era uma período dificil com escassez de produtos.

O que funcionava já bem, era boa disposição e a camaradagem do pessoal da TAAg que connosco trabalhou e que constitui ainda hoje uma recordação muito boa.

Jamais esqueceremos a festinha de despedida que nos fizeram ,quando terminámos a comissão.

frase do dia

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"Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic:
Gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar... "

quarta-feira, novembro 10, 2010

preliminares

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Num curso universitário de filosofia, foi proposto o seguinte trabalho:
Aborde, da forma mais concisa possível, os três temas seguintes:
1 - Religião
2 - Sexualidade
3 - Mistério
O texto classificado com 20 valores foi o seguinte:
"Meu Deus, estou grávida! Mas quem será o pai?"

frase do dia

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Neste país em crise, os médicos da Caixa já receitam a mão como genérico do Viagra

"POROROCA" de LIA RODRIGUES

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POROROCA ,ALÉM DE SER UM FENÓMENO
DA NATUREZA, O CONFRONTO DAS
ÁGUA DO RIO AMAZONAS,COM A ÁGUA
DO MAR NO BRASIL.

É TAMBÉM UM ESPECTÁCULO DE DANÇA
CRIADO POR LIA RODRIGUES E QUE
JÁ FOI APRESENTADO EM PORTUGAL
EM SERRALVES E NA CULTURGESTE.

A TRANCA hoje fala sobre o espectáculo



POROROCA
2009

Do tupi "poro'rog" que significa ‘estrondar’, Pororoca é um fenómeno natural provocado pelo confronto das águas dos rios com as águas do mar .
Na França é conhecido como ‘mascaret’, no Reino Unido recebe o nome de ‘bore’, na Índia de ‘macaréu’. No Brasil, acontece na foz do Rio Amazonas.

Esse encontro violento que pode derrubar árvores e alterar as margens dos rios é , ao mesmo tempo, um processo frágil, resultado de um delicado balanço de fatores da natureza.

"Pororoca" é encontro de correntes contrárias. Forma ondas e altera as margens, provoca ruídos e calmaria. É arrastão, mistura, choque, invasão.

a POROROCA fenómeno é também aproceitada pelos surfistas, desejosos de testar a sua adrenalina


AGORA VAMOS AO ESPECTÁCULO DE DANÇA MONTADO PELA COREÓGRAFA LIA RODRIGUES EM TORNO DA POROROCA_:


Criação e Direção
Lia Rodrigues



Dançado e criado em estreita colaboração com:
Amália Lima, Allyson Amaral, Ana Paula Kamozaki, Leonardo Nunes, Clarissa Rego, Carolina Campos,
Thais Galliac, Volmir Cordeiro, Priscilla Maia, Calixto Neto, Lidia Laranjeira
Com a participação de:
Gabriele Nascimento, Jeane de Lima e Luana Bezerra

Dramaturgia
Sílvia Soter (em parceria com o Théâtre Jean Vilar de Vitry-sur–Seine/França)

Assistente de Coreografia para a criação
Jamil Cardoso

Assistente Geral da Companhia
Amália Lima

Preparação Corporal
Amália Lima, João Saldanha , Marcela Levi, Felipe Koury, Paulo Marques

Luz
Nicolas Boudier

Figurino
João Saldanha e Marcelo Braga

Projeto Gráfico
Mônica Soffiatti

Fotos
Sammi Landweer

Assessoria de Imprensa
Claudia Oliveira

Produção
Diana Nassif e Claudia Oliveira

Secretária
Gloria Laureano

Produção e difusão internacional
Thérèse Barbanel - Les Artscéniques
Assistente: Colette de Turville

Co-produção
Théâtre Jean Vilar - Vitry-sur-Seine/França, Théâtre de la Ville - Paris/França, Festival d’Automne de Paris/França, Centre National de Danse Contemporaine d’Angers/França e Kunstenfestivaldesarts - Bruxelas/Bélgica

Apoio: ONDA/França e Espaço SESC - Rio de Janeiro (local de ensaio).


Essa criação faz parte do projeto de compagnonnage (acompanhamento) com o Théâtre Jean-Vilar de Vitry-sur-Seine, com o apoio do Conseil Regional d’Ile-de-France, com o título de permanência artística.

A Lia Rodrigues Companhia de Danças recebe financiamento da Petrobras, através da Lei Rouanet - Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, dinheiro público, originário de renúncia fiscal, dentro do programa Petrobras Cultural 2007 de “Manutenção - por 2 anos - de Grupos e Companhias de Teatro e Dança”.

A Fundação Prince Claus/Holanda é parceira da Companhia no projeto “Nova Holanda/Novos Horizontes” de aulas para a comunidade desenvolvido no Centro de Artes da Maré.

CHICO BUARQUE DE HOLLANDA ganha o PRÉMIO PT DE LITERATURA 2010

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O PREMIO PT LITERATURA 2010
FOI ATRIBUIDO A CHICO BUARQUE
DE HOLLANDA PELA SUA OBRA
"LEITE DERRAMADO"




O cantor e compositor brasileiro venceu segunda-feira à noite o Prémio Portugal Telecom, um dos mais importantes para países de língua portuguesa banhados pelo Atlântico ou Índico. "Leite Derramado", livro escolhido a semana passada para o mais prestigiado prémio das letras brasileiras, o Jabuti, foi o romance vencedor de uma escultura em metal que vale 100.000 reais (42.372 euros).

Parece provado que Chico Buarque consegue fazer prosa tão bem como canções,.

"As pessoas não me consideram um escritor. A música é muito mais popular, aparece na rádio, aparece na televisão", comentou na cerimónia de entrega do prémio, em São Paulo.

A lista de finalistas da oitava edição do prémio estava dominada por autores brasileiros - em nove, só uma nacionalidade destoava: o angolano Ondjaki. Por isso não é surpresa que o segundo e terceiros lugares tenham ido para autores do país irmão. "Outra Vida", de Rodrigo Lacerda e "Lar ", de Armando Freitas Filho, foram as outras escolhas do júri.

"Caim", de José Saramago, também esteve na corrida mas por vontade da Fundação e editora no Brasil, a Companhia das Letras, foi retirado da lista de dez nomeados. "Para que assim sejam reconhecidos novos autores da língua portuguesa", comunicou a semana passada a Fundação.

Na história do prémio só um português subiu ao primeiro lugar do pódio, Gonçalo M. Tavares com "Jerusalém", em 2007. António Lobo Antunes ficou em segundo lugar na edição de 2008, ano da publicação de "Eu Hei-de Amar uma Pedra".

Escritor em construção

Chico Buarque é um dos nomes mais importantes da MPB (Música Popular Brasileira), esteve exilado em Itália, lutou contra a ditadura militar no Brasil e assina sucessos musicais há quatro décadas. Os livros pareciam um passatempo que não queria levar demasiado a sério e a escrita era vocação part-time aplicada sobretudo às canções.

"Fazenda Modelo", uma alegoria sobre o Brasil dos tempos da ditadura, publicado em 1974, foi a primeira entrada de Buarque no mercado editorial. "Não foi um bom livro porque foi escrito com um outro tipo de necessidade: como não podia escrever música, escrevi aquilo com raiva", disse então à revista "Veja".

Seguiu-se "Chapeuzinho Amarelo", um livro infantil publicado em 1979 e por essa altura ninguém esperava que a carreira literária de Buarque fosse mais longe. O músico estava arrumado na prateleira dedicada às celebridades que escrevem livros, ao lado do livro de receitas da Xuxa.

Numa outra entrevista à "Veja" em 1976, Chico queixa-se da falta de tempo para se dedicar a um projecto antigo. "Pode aparecer uma boa proposta e eu estar numa época de vazante financeira", conta. "Eventualmente posso até voltar a escrever um livro, mas isso me toma todo o tempo".

O tempo chegou em 1991 quando "Estorvo" foi finalmente publicado. "Escrevi por estímulo, quase provocação", contou ao "Público" durante a primeira entrevista depois de sair "Leite Derramado".

Foi com o romance "Budapeste" (2003) que Buarque começou a ser levado a sério como escritor. A história de José Costa, um ghost writer que fica na capital da Hungria para aprender "a única língua que o Diabo respeita", venceu o prémio Jabuti (o seu primeiro) e solidificou Buarque como um homem das letras. Tanto que um dia um repórter norueguês lhe perguntou: "É verdade que você também é um compositor?".

O prémio Portugal Telecom de Literatura foi entregue segunda-feira numa cerimónia apresentada por Jô Soares - "eu também tenho culpa no prémio, disse ''se o Chico não ganha eu não vou''". O apresentador ficou tão entusiasmado com a ideia que nem se lembrou de dizer os nomes do segundo e terceiro classificados.
O multifacetado Chico, contradiz assim a teoria de que dois grandes talentos não podem conviver no mesmo corpo. Que o talento pode esticar para um lado e para o outro. Mas o abençoado Chico Buarque não se importava de trocar tudo por um só: saber jogar à bola. "Trocaria todo o meu passado para ser jogador, mas um bom jogador, que pudesse participar na Copa do Mundo", disse à revista "Brazuca", "se fosse para trocar e ser um jogador mais ou menos, aí não".

NEW YORK I LOVE YOU, BUT YOU BRING ME DOWN

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terça-feira, novembro 09, 2010

ooops

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Disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar: Senhor presidente, "hoje não apanhei o eléctrico, vim a correr atrás dele e poupei oito tostões"

O ditador respondeu de imediato: "fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo".

gente nossa



No barco da Trafaria, o nosso pessoal, sob a batuta do Sampaio e a viola do Vieira, canta e encanta quem teve o privilégio de vêr e escutar.

RICHARD ZIMLER

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Richard Zimler




Richard Zimler (Roslyn Heights, Nova Iorque, 1956) é um escritor norte-americano naturalizado português.

É formado em religião comparativa pela Universidade de Duke (1977) e mestre em Jornalismo pela Universidade de Stanford (1982). Depois de se ter formado, trabalhou durante oito anos como jornalista na área da Baía de São Francisco. Em 1990, mudou-se para a cidade do Porto, em Portugal, onde vive actualmente e ensina jornalismo na Universidade do Porto. Naturalizou-se português em 2002

Richard Zimler tem publicado vários romances que têm sido bestsellers em diversos países e já ganhou diversos prémios, incluindo o National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction em 1994 e o Herodotus Award para o melhor romance histórico em 1998.

O prémio literário Alberto Benveniste 2009 foi atribuído a Zimler pela obra Goa ou o Guardião da Aurora (Le Gardien de L'Aube). O prémio foi criado para galardoar um romance (publicado em francês) que se enquadra no programa do Centro Alberto Benveniste (Estudos Judeus-Sefarditas). O galardão foi entregue ao autor, no dia 26 de Janeiro, 2009, na Sorbonne.

O seu primeiro livro para crianças foi lançado em 2009 e chama-se Dança Quando Chegares ao Fim: bons conselhos de amigos animais.

Em 2009, Zimler escreveu o guião para O Espelho Lento, um curta-metragem baseado num dos seus contos. O filme foi realizado em Julho de 2009 pela realizadora sueca-portuguesa Solveig Nordlund. Os actores principais são Gracinda Nave, Marta Peneda e Zimler. Em Maio de 2010, "O Espelho Lento" venceu o prémio de melhor drama no sexto festival de curtas-metragens Downtown de Nova Iorque.

Em Janeiro de 2010, o seu romance Os Anagramas de Varsóvia foi nomeado o 2009 Livro do Ano pela revista portuguesa LER. Esta romance também foi nomeado um dos 20 melhores livros da década 2000-2009 pelo diário O Público.


Obra

O Último Cabalista de Lisboa - (Lisboa: Quetzal Editores, 1996, tradução: José Lima; São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptação para o português do Brasil: Rosa Freire d'Aguiar) — romance histórico cuja acção decorre em 1506 entre os judeus forçados, as principais personagens pertencem a uma família de cristãos-novos residente em Alfama, cujo patriarca, Abraão Zarco, é um iluminador e membro da célebre escola cabalística de Lisboa.
Trevas da Luz
Meia-Noite ou o Princípio do Mundo
Goa ou o Guardião da Aurora
À Procura do Sana
A Sétima Porta
Confundir a Cidade com o Mar
Dança Quando Chegares ao Fim
Os Anagramas de Varsóvia

preliminares

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Hoje de manhã o insólito aconteceu.
A mulher de Jesus acorda o marido para mais um dia de treino:
- Jesus, levanta-te já são 6.
- O quê !!!??? Já marcaram outro…..?????

segunda-feira, novembro 08, 2010

eles disseram

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Nem o Benfica foi piroso ao ponto de marcar um golo de honra nem o Porto foi capaz de marcar o sexto
(MIGUEL ESTEVES CARDOSO)

Passos Coelho ainda é um ovo Kinder [...] dificilmente reúne condições pessoais e políticas [...] É preciso um percurso pessoal de aprendizagem, de experiência e, principalmente, de obra feita. Passos Coelho manifestamente não tem provas dadas. [...] Estamos a falar de ser primeiro-ministro.
(MORAIS SARMENTO
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Complicar o óbvio é igual a desastre.Porquê complicar o que é fácil? Coentrão e Davfid Luis são excelentes nas suas posições naturAIS.mUDÁ-LOS PARA QUÊ?
(JO´SE MANUEL DELGADO)
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O Benfica é como eu, vou ao Porto para não faszer nada e comer muito
(MIGUEL ESTEVES CARDOSO>)

preliminares

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e
Um homem entra no seu restaurante favorito e senta-se na mesa de sempre. Olha em redor e descobre uma bela mulher numa mesa próxima. A mulher estava completamente só. O homem chama o empregado e pede-lhe para lhe mandar uma garrafa do vinho mais caro que tivesse, supondo que, se a mulher aceitasse o vinho, se renderia a seus pés. O empregado levou o vinho à mesa da mulher e disse:
- Isto é um presente daquele cavalheiro.
A mulher olha para o vinho com frieza durante um segundo e decide enviar um bilhete ao homem. Entrega-o ao empregado que por sua vez o entrega ao destinatário.
O bilhete dizia:
«Para que eu aceitasse este vinho, você tinha de ter um Mercedes na sua garagem, um milhão de contos no banco e 18 centímetros dentro das calças.»
Depois de ler o bilhete, o homem decide responder. Dá um bilhete ao empregado, para que ele o entregue à mulher.
O bilhete dizia:
«Para sua informação, na minha garagem tenho um Ferrari F50, um Aston Martin Vanquish, um Porsche Carrera 4S e Mercedes S600. Além disso, tenho à volta de 12 milhões de contos na minha conta. Mas, nem por uma mulher bonita como a senhora eu cortaria cinco centímetros...
P.S. Devolva o vinho!»

domingo, novembro 07, 2010

eles disseram

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A Invicta tem mais encanto a vermelho e branco
(ADEPTO BENFIQUISTA DO PORTO)
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No clássico de hoje (Porto-Benfica) que perca o melhor...e o peor
(ZÉ DIOGO QUINTELA)
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Gosto mais da noite porque não há moscas. Alguém já viu uma mosca de noite?.E a cidade fica muito maior, muitos mais metros quadrados para cada um que como eu calcorreia a cidade de noite
(MÁRIO ZAMBUJAL)

7 de novembro

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É um dia muito especial. Parabens

sábado, novembro 06, 2010

O CARTAZ

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Este cartaz custou ao País muitos mil milhões
Por isso agora...não há dinheiro para outros.

preliminares

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Uma jovem rebelde e muito liberal entra num bar, completamente nua.

Pára em frente do barman e diz:
- Dê-me uma cerveja bem gelada!
O barman fica a olhar para ela sem se mexer.
- O que é que se passa? -diz ela- Nunca viu uma mulher nua???
- Muitas vezes!
E então, está a olhar para onde???
Quero ver de onde é que vai tirar o dinheiro para pagar a cerveja!

ESTORIL FILM FESTIVAL 2010

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COMEÇOU ONTEM O ESTORIL FILM FESTIVAL 2010
COM MUITAS NOVIDADES E NOVAS ÁREAS



Estoril Film Festival em mais espaços e com programa para lá do cinema
- O Estoril Film Festival começa na sexta feira com várias antestreias nacionais, a mais recente produção europeia, retrospetivas de autores consagrados e uma programação para lá do cinema, alargada a mais espaços do concelho de Cascais.

O Estoril Film Festival começou ontem com várias antestreias nacionais, a mais recente produção europeia, retrospetivas de autores consagrados e uma programação para lá do cinema, alargada a mais espaços do concelho de Cascais.

Até ao dia 14, a quarta edição convidou figuras como o músico Lou Reed, o ator John Malkovich, o juiz Baltazar Garzón, os realizadores Abbas Kiarostami, Stephen Frears e Mathieu Amalric, o produtor discográfico Manfred Eicher e o artista plástico Lawrence Weiner.

Todos eles vão estar no Estoril a falar com o público e a partilharem o seu trabalho transversal ao cinema, passando pela música, pela moda, pela fotografia.

estrutura desta edição 2010 do festival

SELECÇÃO OFICIAL - EM COMPETIÇÃO

Uma das maiores apostas do Estoril Film Festival sempre foi a descoberta e a revelação da grande riqueza do novo cinema europeu. Um cinema que consegue misturar várias identidades culturais próprias interligando-as com múltiplos estímulos adquiridos em horizontes longínquos. Um cinema voraz, capaz de unir numa forma homogénea a originalidade e a criatividade artística com a complexidade da nossa realidade actual.


SELECÇÃO OFICIAL - FORA DE COMPETIÇÃO

Uma das grandes missões do Estoril Film Festival é ter um olhar abrangente sobre a produção cinematográfica mundial. Iremos oferecer ao nosso público a possibilidade de conhecer em antestreia nacional, os filmes mais esperados da próxima temporada e as ultimas películas dos mais reconhecidos autores internacionais.


RETROSPECTIVA KATHRYN BIGELOW

Há poucos meses, Kathryn Bigelow subiu ao palco do Kodak Theater em Los Angeles por duas vezes. Recebeu os Oscares de Melhor Realizador e de Melhor Filme por “The Hurt Locker”. Bigelow realizou oito filmes.


RETROSPECTIVA - ELIA SULEIMAN

Elia Suleiman, de 49 anos, nasceu em Nazaré, na Palestina, nos territórios ocupados por Israel e tem dedicado uma boa parte da sua obra a revelar e a interpretar a conturbada história do seu povo e da sua terra.


HOMENAGEM - ROMAN POLANSKI

Roman Polanski é um dos maiores cineastas do Mundo. Com “O Escritor Fantasma”, montado a partir da prisão, Roman Polanski triunfou no Festival de Berlim, em Fevereiro passado, conquistando o Urso de Prata de Melhor Realizador.

HOMENAGEM - CHRIS MARKER

O Estoril Film Festival prestará homenagem a Chris Marker, que continua activo mesmo com quase 90 anos de idade e continua a pesquisar novas formas de expressão audiovisual, recorrendo às novas tecnologias digitais de tratamento de imagem e som. Um artista com visão quase táctil da experiência cinematográfica.

HOMENAGEM - MARISA PAREDES

A Homenagem do Estoril Film Festival será feita através de algumas das obras menos conhecidas desta fabulosa actriz: o inedito “El Dios de Madera” (2010), de Vicente Molina Foix; “Tras el Cristal” (1987) de Agustí Villaronga e a surprendente produção televisiva “Parpados” (1989) de Iván Zulueta.

HOMENAGEM - KOJI WAKAMATSU

O Estoril Film Festival dará a conhecer as obras mais emblemáticas do período pinku eiga em conjunto com os seus últimos,filmes em ante-estreia nacional: “Red Union Army” (2008) e “Caterpillar” (2010).


CINEMART

LAWRENCE WEINER, DOUGLAS GORDON, LOU REED, JOHN MALKOVICH e ALBERTO GARCIA-ALIX são grandes personalidades das artes mundiais que não resistiram ao fascínio do Cinema.

CINEASTAS RAROS

ANDREI UJICA: ao longo do tempo, criou obras pontuais de inquestionável qualidade.PROJECÇÃO INTEGRAL DADA OBRA: “Videograms of a Revolution”, “Out of the Present”, “The Autobiography of Nicolae Ceauscescu

O CINEMA E A HISTÓRIA

O Estoril Film Festival dá a conhecer trabalhos essenciais na relação do Cinema com a História.

HOMENAGEM - BALTASAR GARZÓN

Baltasar Garzón, o "super-juiz" ou "juiz-estrela", ficou mundialmente conhecido desde que, em 1990, ousou pedir a prisão de Augusto Pinochet.
OFestival exibe vários filmes cujas temáticas se ligam, de formas diferentes, ao trabalho de Baltasar Garzón

IN MEMORIAM - RUY DUARTE DE CARVALHO

O Festival exibe alguns filmes do homenageado Ruy Duarte de Carvalho.Dia 11 de Novembro às 15 Horas são exibidos MOIA:O RECADO DAS ILHAS e NELISITA:NARRATIVAS NYANEKA.

PRESENTE ANGOLANO, TEMPO MUMUÍLA é exibido às 17H30 e PRESENTE ANGOLANO, TEMPO MUMUÍLA às 22H00 .Todos os filmes são mostrados na Casa das Histórias Paula Rego.

IN MEMORIAM - WERNER SCHROETER

O Estoril Film Festival orgulha-se de apresentar quatro filmes de Werner Schroeter:Der Rosenkonig (O Rei das Rosas, 1986), Malina (1991), Deux (2002) e Nuit de Chien (2008)

HOMENAGEM ECM

Durante um período de cinco anos, os cineastas Suíços Norbert Wiedmer e Peter Guyer, seguiram o produtor Manfred Eicher e os artistas do ECM à volta do mundo.

programa de hoje, sábado dia 6

Sábado, 06 de Novembro de 2010



12:00 Autobiography of Nicolae Ceausescu - Andrei Ujica

Em Competição

ROM/180'/2010/Leg.PT, ENG

Centro de Congressos

17:00 Dad - Vlado Skafar

Em Competição

SVN/71'/2010/Leg.PT

Casino Estoril

17:15 Red Shirley - Lou Reed

CinemArt

USA/28'/2010/Leg.PT

Centro de Congressos

18:00 El Alma de Los Verdugos - Vicente Romero

Homenagem Baltasar Garzón

ES/90'/2007

Casa das Histórias Paula Rego

19:15 Knife in the Water - Roman Polanski

Homenagem Roman Polanski

POL/94'/1962/Leg.PT

Casino Estoril

19:30 Sounds and Silence - Peter Guyer & Norbert Wiedmer

Homenagem ECM records

SUI/02'/2009/Leg.PT

Centro de Congressos

20:00 Las Tinieblas Del Poder - Vicente Romero

Homenagem Baltasar Garzón

ES/90'/2008

Casa das Histórias Paula Rego

21:30 The Kids Are All Right - Lisa Cholodenko

Em Competição

USA/104'/2010/Leg.PT

Casino Estoril

22:00 Tournèe - Mathieu Amalric

Fora de Competição

FR/111'/2010/Leg.Pt

Centro de Congressos

22:00 El Caso Pinochet - Patricio Guzmán

Homenagem Baltasar Garzón

FRA,CHL/110'/2010/Leg.ENG

Casa das Histórias Paula Rego

os TERRAKOTA , 10 anos

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OS TERRAKOTA A CELEBRAR OS SEUS
10 ANOS DE EXISTGÊNCIA LANÇAM
"WPRLD MASSALA" FILMADO NA INDIA




O projecto Terrakota é uma banda de música portuguesa com uma sonoridade diversificada da África negra, das Caraíbas, Índias e Oriente

O single "Bolomakoté" saiu na colectânea Optimus 2001.

O seu primeiro disco, com nome homónimo e lançado em 2002, foi fruto de dois anos de trabalho[.

Em 2004 lançam o álbum Humus Sapiens e em 2007 o seu terceiro álbum Oba Train.
eM 2010 acabam de lançar WORLD MASSALA, filmado na India
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Integrantes



Romì
Junior
Alex
Francesco
David
Humberto
Nataniel

Discografia
2002 - Terrakota [2]
2004 - Humus Sapiens [2]
2007 - Oba Train [2]
2010 - World Massala

sexta-feira, novembro 05, 2010

eles disseram

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Sou contra o aumento dos impostos aos bancos
(FERNANDO ULRICH)
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A ERC entende que o Benfica TV fala demasiado do Benfica e exige mais Bailado e Ópera
(INIMIGO PUBLICO)
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O Sporting conseguiu uma série impressionante de 2 vitórias seguidos na I Liga e é já um case study da Universidade norte americana de Harward
(inimigo publico)
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O grande forrobodó da despesa publica, começou com Cavaco Silva no seu segundo governo de maioria absoluta, com as 3 tranches simultâneas do FMI a juros inacreditáveis pela urgência, e que ainda hoje estamos a pagar, pelO ESCANDALO facturas falsas, e pelo aumento exponencial de Institutos publicos que agora o seu partido ataca.
(FERNANDO HENRIQUE DA SILVA)
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Vale e Azevedo,antigo presidente do Benfica,conseguiu durante algum tempo enganar a justiça e deu a Torre de Belém como garantia, na caução que o pôs em liberdade provisória
(INIMIGO PUBLICO)

O NATAL VEM AÍ

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O NATAL ESTÁ À PORTA
A TRANCA LEMBRA AQUI
A NOSSA FESTA DE 2007.



Reconheces alguém? Olha que só passaram 3 anos...

BRUNO NOGUEIRA versus PROFESSOR MARCELO

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quinta-feira, novembro 04, 2010

É HOJE INAUGURADO O FESTIVAL POP UP LISBOA 2010

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A TRANCA RECOMENDA NÃO SÓ A
ABERTURA ,MAS A PARTICIPAÇÃO
EM TODO O FESTIVAL.
É À MEDIDA DO NOSSO PESSOAL


Inauguração do Festival Pop Up Lisboa 2010
Hoje às 22:00 - Amanhã às 06:00


Localização Palácio Verride ao Miradouro do Adamastor
Rua Santa Catarina 1, 1200 LISBOA
Póvoa de Lisboa, Portugal

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Criado por Pop Up City

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O Laboratório Pop Up abre as portas ao público no dia 4 de Novembro a partir das 22h e promete uma programação de luxo!

22h00 Abertura
Performance Estado: Devoluto - Tiago Marques Marques
22h30 Performance Grow - Bárbara Lagido
...23h00 Dj Set Boopsie Cola

"Pop up" é um festival internacional que funciona como uma exposição do trabalho de um coletivo de artistas para levar a arte à cidade, numa afirmação da evolução cultural urbana.

A ideia é que se aproveitem espaços que estejam abandonados ou degradados e possam servir de base para o trabalho de diversos artistas, desde novos talentos a nomes já consagrados


O Palácio Verride é o laboratório central das actividades do Pop Up Lisboa 2010 que, de 4 de Novembro a 11 de Dezembro, promete afirmar Lisboa no roteiro das capitais de cultura urbana com um programa de actividades que se estende às sete colinas da cidade e reúne intervenções artísticas de mais de uma centena de criadores de todo o Mundo.

Desde as duas exposições colectivas, no Palácio Verride e no Pavilhão 27 do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, passando pela música, cinema, vídeo-arte e performance no espaço Nimas, ao ciclo de conversas temáticas em curso na Fundação Gulbenkian, as intervenções sociais através da arte no Bairro Portugal Novo nas Olaias, até à dinâmica LX Factory, a fábrica das industrias criativas de Lisboa, passando ainda por cinco estações de comboio, o Pop Up Lisboa 2010 preparou um extenso programa de actividades e convida o público a desfrutar do melhor da cultura urbana contemporânea, em ambiente de festa e partilha criativa.

O cartaz do Pop Up Lisboa 2010 privilegia a multidisciplinaridade e os projectos colaborativos, com o objectivo de reunir em mostra múltiplas disciplinas e expressões artísticas da cultura urbana, como vídeo-arte, escultura, artes plásticas, ilustração, arte urbana, pintura, design, fotografia, entre outras.

Reúne cerca de uma centena de criadores portugueses e estrangeiros, entre eles os autores dos dez projectos artísticos vencedores do Concurso Internacional de Projectos Artísticos, artistas propostos pelos Embaixadores Pop Up e uma selecção de novos talentos e nomes já consagrados convidados pela direcção artística do evento.



LABORATÓRIO POP UP LISBOA 2010 / PALÁCIO VERRIDEO Palácio de Verride, mais conhecido por Palácio de Santa Catarina ou Palácio da Bica, junto ao Adamastor foi edificado no século XVIII e já pertenceu à Caixa Geral de Depósitos. Em 2007, foi apontado como possível localização do Museu da Moda e do Design (MUDE), mas desde então permanece desocupado e sob a tutela da autarquia.

Durante o Pop Up Lisboa 2010 o Palácio Verride acolherá dezenas de criadores, entre eles os finalistas do Concurso Internacional de Projectos Artísticos, numa exposição colectiva e multidisciplinar que dará nova vida através da arte a este espaço privilegiado, que oferece uma vista única sobre a cidade e o rio. O Laboratório do Pop Up Lisboa 2010 é o pólo central e aglutinador das actividades do evento e, além da exposição colectiva de entrada livre, oferecerá ao público um programa que inclui performances, lançamentos, workshops e apresentações temáticas.



PAVILHÃO 27

Antigo pavilhão de internamento do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), actualmente gerido pela P28 – associação de desenvolvimento criativo e artístico. Tal como aconteceu com o Pavilhão 28, um espaço alternativo que acolhe projectos colectivos de arte contemporânea de novos talentos e artistas consagrados, desenvolvidos em conjunto com os artistas-doentes deste hospital, o Pavilhão 27 encontrava-se desocupado e foi recentemente reaberto à arte. No CHPL, os projectos que a P28 promove visam criar intersecções e espaços de partilha entre os artistas-doentes, que frequentam o atelier de artes plásticas do serviço de Terapia Ocupacional, e artistas externos, ditos “normais”. De acordo com o conceito da P28, o Pop Up Lisboa 2010 desafiou um cartaz de criadores portugueses e estrangeiros a ocuparem o Pavilhão 27 na companhia dos já consagrados artistas-doentes do CHPL.



NIMAS POP UP

O mítico espaço Nimas dará tela e palco aos espectáculos de música, performances, mostras de cinema e vídeo arte que integram o cartaz do Pop Up Lisboa 2010. Este espaço acolherá dezenas de artistas e grupos que ali poderão apresentar ao público, muitos em estreia absoluta, os seus trabalhos, num ambiente criativo e descontraído que irá marcar a agenda pós-laboral dos lisboetas.

O JOÃO CABRAL

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O CABRAL visto pelo lápis do CHICO DIAS

eles disseram

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"o Estado engordou 10 quilos e este excesso de peso requer uma dieta prolongada
de, pelo menos, duas legislaturas".
(EDUARDO CATROGA)
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Dezasseis quilos (8 mil euros por mês, que cresceu todos os anos, para atingir
cerca de 16.000 euros quando cumpriu 60 anos), foi quanto Eduardo Catroga atribuiu
a si próprio, por despacho cirúrgico aos 53 anos de idade, e como reforma vitalícia, antes de abandonar o cargo de administrador delegado de um fundo de pensões e ir para ministro das Finanças do XII Governo Constitucional da II República presidido (por Cavaco Silva, e remeter-se ao silêncio durante mais de duas legislaturas (...).
(EDUARDO DÂMASO)
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Acho que raras vezes assisti a um discurso politico tão vazio, tão pouco mobilizador e tão destituído de alguma forma de grandeza como aquele com que Cavaco Siolva anun ciou ao país o que o país já sabia desde sempre- que quer mais cinco anos de Belém.
(MIGUEL SOUSA TAVARES)

quarta-feira, novembro 03, 2010

texto de BAPTISTA BASTOS

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A TRANCA transcreve um
texto de BAPTISTA BASTOS
sobre o discurso de
apresentação da candida-
tua de CAVACO SILVA.



"Os tristes dias do nosso infortunio

Na terça-feira, 26 de Outubro, p.p., assistimos, estupefactos, a um espectáculo deprimente. O dr. Cavaco consumiu vinte minutos, no Centro Cultural de Belém, a esclarecer os portugueses que não havia português como ele. Os portugueses, diminuídos com a presunção e esmagados pela soberba, escutaram a criatura de olhos arregalados. Elogio em boca própria é vitupério, mas o dr. Cavaco ignora essa verdade axiomática, como, aliás, ignora um número quase infindável de coisas.

O discurso, além de tolo, era um arrazoado de banalidades, redigido num idioma de eguariço. São conhecidas as amargas dificuldades que aquele senhor demonstra em expressar-se com exactidão. Mas, desta vez, o assunto atingiu as raias da nossa indignação. Segundo ele de si próprio diz, tem sido um estadista exemplar, repleto de êxitos políticos e de realizações ímpares. E acrescentou que, moralmente, é inatacável.

O passado dele não o recomenda. Infelizmente. Foi um dos piores primeiros-ministros, depois do 25 de Abril. Recebeu, de Bruxelas, oceanos de dinheiro e esbanjou-os nas futilidades de regime que, habitualmente, são para "encher o olho" e cuja utilidade é duvidosa. Preferiu o betão ao desenvolvimento harmonioso do nosso estrato educacional; desprezou a memória colectiva como projecto ideológico, nisso associando-se ao ideário da senhora Tatcher e do senhor Regan; incentivou, desbragadamente, o culto da juventude pela juventude, característica das doutrinas fascistas; crispou a sociedade portuguesa com uma cultura de espeque e atrabiliária e, não o esqueçamos nunca, recusou a pensão de sangue à viúva de Salgueiro Maia, um dos mais abnegados heróis de Abril, atribuindo outras a agentes da PIDE, "por serviços relevantes à pátria." A lista de anomalias é medonha.

Como Presidente é um homem indeciso, cheio de fragilidades e de ressentimentos, com a ausência de grandeza exigida pela função. O caso, sinistro, das "escutas a Belém" é um dos episódios mais vis da história da II República. Sobre o caso escrevi, no Negócios, o que tinha de escrever. Mas não esqueço o manobrismo nem a desvergonha, minimizados por uma Imprensa minada por simpatizantes de jornalismos e por estipendiados inquietantes. Em qualquer país do mundo, seriamente democrático, o dr. Cavaco teria sido corrido a sete pés.

O lastro de opróbrio, de fiasco e de humilhação que tem deixado atrás de si, chega para acreditar que as forças que o sustentam, a manipulação a que os cidadãos têm sido sujeitos, é da ordem da mancha histórica. E os panegíricos que lhe tecem são ultrajantes para aqueles que o antecederam em Belém e ferem a nossa elementar decência.

É este homem de poucas qualidades que, no Centro Cultural de Belém, teve o descoco de se apresentar como símbolo de virtudes e sinónimo de impolutabilidade. É este homem, que as circunstâncias determinadas pelas torções da História alisaram um caminho sem pedras e empurraram para um destino que não merece - é este homem sem jeito de estar com as mãos, de sorriso hediondo e de embaraços múltiplos, que quer, pela segunda vez, ser Presidente da nossa República. Triste República, nas mãos de gente que a não ama, que a não desenvolve, que a não resguarda e a não protege!

Estamos a assistir ao fim de muitas esperanças, de muitos sonhos acalentados, e à traição imposta a gerações de homens e de mulheres. É gente deste jaez e estilo que corrói os alicerces intelectuais, políticos e morais de uma democracia que, cada vez mais, existe, apenas, na superfície. O estado a que chegámos é, substancialmente, da responsabilidade deste cavalheiro e de outros como ele.

Como é possível que, estando o País de pantanas, o homem que se apresenta como candidato ao mais alto emprego do Estado, não tenha, nem agora nem antes, actuado com o poder de que dispõe? Como é possível? Há outros problemas que se põem: foi o dr. Cavaco que escreveu o discurso? Se foi, a sua conhecida mediocridade pode ser atenuante. Se não foi, há alguém, em Belém, que o quer tramar.

Um amigo meu, fundador de PSD, antigo companheiro de Sá Carneiro e leitor omnívoro de literatura de todos os géneros e projecções, que me dizia: "Como é que você quer que isto se endireite se o dr. Cavaco e a maioria dos políticos no activo diz 'competividade' em vez de 'competitividade' e julga que o Padre António Vieira é um pároco de qualquer igreja?"

Pessoalmente, não quero nada. Mas desejava, ardentemente desejava, ter um Presidente da República que, pelo menos, soubesse quantos cantos tem "Os Lusíadas."



b.bastos@netcabo.pt

gente nossa - ABILIO AZEVEDO



O nosso companheiro ABILIO AZEVEDO, acaba de vencer os PALPITES do blogue CASA DAS PRIMAS, e ganhar o direito a almoçar um belo prato de BOCHECHAS DE PORCO PRETO e SOPA DE CAÇÃO na belissima localidade de Entradas , no Baixo Alentejo,onde já se realizou uma das nossas Cimeiras mensais.

CAARAPÓ, MATO GROSSO DO SUL

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A TRANCA CONTINUA A EXPANDIR-SE
NO BRASIL, SENDO CADA VEZ MAIS
LIDA POR CYBERNAUTAS DO PAÍS.

Esta manhã a TRANCA foi acessada por um leitor e Caarapó , e é a seu pedido que aqui divulgamos a sua terra.

Caarapó


Fundação 20 de dezembro de 1958
Gentílico caarapoense


Caarapó é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul.

CAARAPÓ NOS ANOS 80

História
Foi ocupada por gaúchos que se dedicaram inicialmente à criação de gado e extração de erva-mate.

Inicialmente chamada de Santa Luzia, onde é atualmente o município de Juti, a principio o local de parada, onde os carreteiros que transportavam a erva mate pernoitavam e descansavam seus cavalos. Manuel Benítez e Nazário de León fundaram o povoado e o município foi emancipado politicamente pela lei 1.195 de 20 de dezembro de 1958; sua colonização se intensificou a partir dos anos 50 e 60, com a implantação da cafeicultura, tendo como importante figura, o italiano Geremia Lunardelli, chamado “o Rei do Café”, que comprava grandes propriedades, dividia em pequenos sítios e os vendia aos paulistas plantadores de café. Na década de 70, houve uma extensa exploração madeireira, que por uso indiscriminado e falta de controle ambiental, pôs fim a essa importante riqueza natural.

Atualmente Caarapó encontra-se em um novo ciclo de desenvolvimento com a chegada de novas industrias ligadas a produção de álcool e açúcar, além do biodiesel; impulsionando a chegada de novos moradores ao município.

População
Caarapó conta atualmente conforme dados do IBGE de 2008 com 23.437 habitantes tendo um aumento de 15% nesse novo período, porém acredita-se que estes dados ja estejam sendo constantemente aumentando pelo grande fluxo de entrada principalmente de trabalhadores que estão em busca de uma nova oportunidade de emprego na construção das industrias.

Turismo
O balneário municipal Ayrton Senna atrai diversos turistas todos os finais de semana, provenientes principalmente das cidades vizinhas. A praça central Mário Martines Ribeiro se tornou uma atração, entre outros pontos

ANDY IRONS ,TRICAMPEÃO DO MUNDO DE SURF, MORREU COM FEBRE DE DENGUE

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ANDY IRONS, MORRE
AOS 32 ANOS



Na passada terça-feira, foi encontrado sem vida o corpo de Andy Irons, três vezes campeão do mundo de surf, em 2002, 2003 e 2004. Aos 32 anos, perto de ser pai, Andy Irons não resistiu à dengue, que já o tinha obrigado a abdicar de participar na competição porto-riquenha Rip Curl Pro Search.

No site oficial da Billabong, a marca que patrocinava o atleta, Irons é lembrado como "um verdadeiro campeão". "O mundo do surf chora hoje uma inacreditável triste perda com a notícia de que Andy Irons morreu," pode ler-se na nota. A marca diz que o surfista "estaria a debater-se com a febre de Dengue,".

QUEM É ANDY IRONS?

Andy Irons (Oahu, 24 de julho de 1978 – Dallas, 2 de novembro de 2010) foi um surfista profissional havaiano. Criado nos recifes perigosos e rasos do North Shore de Kauai, tornou-se três vezes campeão mundial.

Como inspiração para muitos jovens, ele e sua família realizavam todo ano o Irons Brothers Pinetrees Classic, um campeonato que busca levar à comunidade tudo aquilo que Irons recebeu um dia. Seu irmão, Bruce Irons, era companheiro de competição no World Championship Tour (WCT). O governador do Havaí elegeu o dia 13 de fevereiro como o "Dia de Andy Irons".

O filme "Blue Horizon", realizado em 2004 e dirigido por Jack McCoy, fez um paralelo entre sua vida no WCT e a de David Rostovich, free surfer. O filme fala também de sua grande rivalidade com o eneacampeão mundial Kelly Slater. Surgiram algumas discussões se os fatos apresentados no filme são ou não um retrato preciso do estilo de vida de Irons.



Em 2006 venceu seu quarto título da Tríplice Coroa Havaiana, e agora está empatado com Derek Ho na lista dos maiores de todos os tempos. Irons irá iniciar o campeonato de 2007 em segundo lugar, tentando obter outro título contra profissionais como Kelly Slater, Mick Fanning, Joel Parkinson, Taj Burrow, Cory Lopez e os irmãos Hobgood.

Andy Irons morreu na manhã de 2 de novembro de 2010. Andy teve complicações em decorrência de uma dengue hemorrágica. Irons faleceu durante a rota entre Porto Rico e o Havaí. O surfista havia desistido de competir na nona etapa do circuito mundial que seria realizado em Porto Rico. A mulher de Andy, Lyndie, está grávida de oito meses, e o filho do casal tem previsão para nascer em dezembro.[1]

Conquistas
2007
Rip Curl Search (Arica, Chile)
2006
Rip Curl Pipemasters (Pipeline, Havaí), Rip Curl Search (La Jolla, California)
2005
Rip Curl Pro, Banzai Pipeline (Oahu, Havaí), Quiksilver Pro (South West Coast, França), Quiksilver Pro (Chiba, Japão)
2004
Quiksilver Pro (South West Coast), Billabong Pro (Jeffreys Bay),
2003
X Box Pipeline Masters, Banzai Pipeline (Oahu, Havaí), Quiksilver Pro (South West Coast, França), Quiksilver Pro, (Niijima Island, Japão), Quiksilver Pro (Tavarua/Namotu, Fiji), Rip Curl Pro, Bells Beach (Victoria, Austrália)
2002
X Box Pipeline Masters, Banzai Pipeline (Oahu, Havaí), Billabong Pro, Mundaka (Euskadi, Espanha), Billabong Pro Teahupoo, (Taiarapu, Tahiti), Rip Curl Pro, Bells Beach, (Victoria, Austrália)
2000
Billabong Pro, Trestles (California, EUA)
1998
Op Pro, Huntington Beach (Califórnia, EUA)

terça-feira, novembro 02, 2010

eles disseram

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O bruxo Medina Carreira vai ter de andar mais 20 anos a dizer aquilo que não fez quando foi Ministro das Finanças.
(JOSUÉ FAUSTINO)
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Guardiola diz que o Real Madrid tem o melhor treinador do mundo e Mourinho retribui o elogio dizendo que Guardiola tem razão
(INIMIGO PUBLICO)
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Sara Palin é o retrato da maioria dos americanos, individualista, anti-solidária,racista e fanàticamente crente. Incapaz de admitir partilhar 1 dolar que seja com quem cai no desemprego ou que por doença não possa trabalhar.
(RICHARD MONTEIRO)

a 02 de NOVEMBRO nasceu LUCHINO VISCONTI

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Luchino Visconti

Don Luchino Visconti di Modrone, conde de Lonate Pozzolo (Milão, 2 de novembro de 1906 — Roma, 17 de março de 1976), descendente da nobre família milanesa dos Visconti, foi um dos mais importantes directores de cinema italianos.

Filho de Giuseppe Visconti, o duque de Grazzano, e de Carla Erba (proprietária e herdeira de uma célebre empresa farmacêutica), Luchino tinha mais seis irmãos. Prestou o serviço militar como sub-oficial de cavalaria em 1926, no Piemonte e viveu os anos de sua juventude cuidando dos cavalos de sua propriedade. Além disso, frequentou activamente o mundo da lírica e do melodrama, que tanto o influenciou.

Foi para a França onde se tornou amigo de Coco Chanel e através dela, em 1936, foi apresentado ao cineasta Jean Renoir com quem trabalhou no filme "Une partie de campagne". Em 1937 passou por Hollywood antes de retornar a Roma. Na capital italiana ele trabalhou com Renoir na direcção de La Tosca.

A partir de 1940 ligou-se aos intelectuais que faziam o jornal Cinema e vendeu jóias da família para realizar seu primeiro filme, Ossessione, em 1943, com Clara Calamai e Massimo Girotti. No fim da Segunda Guerra Mundial realizou o segundo filme, o documentário Giorni di Gloria. Contratado pelo Partido Comunista Italiano para realizar três filmes sobre pescadores, mineiros e camponeses da Sicília, acabou por fazer apenas um, La terra trema.

Em 1951 filma "Bellissima" com a grande actriz italiana Anna Magnani, Walter Chiari e Alessandro Blasetti. O primeiro filme colorido foi em 1954, Senso com Alida Valli e Farley Granger. O primeiro grande prémio da crítica chega em 1957, quando ele recebe o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza pela fita "Le notti bianche", uma transposição delicada e poética de uma história de Dostoievski com Marcello Mastroianni, Maria Schell e Jean Marais.

O primeiro êxito de bilheteira viria em 1960 com Rocco e seus Irmãos, a saga de uma humilde família de calabreses que emigrava para Milão. Foi o filme que consagrou o actor francês Alain Delon ao lado de Annie Girardot e Renato Salvatori. No ano seguinte junta se a Vittorio De Sica, Federico Fellini e Mario Monicelli na fita de episódios Boccaccio '70. O episódio de Visconti é protagonizado por Tomas Milian, Romy Schneider, Romolo Valli e Paolo Stoppa.

Em 1963 dirige o seu maior sucesso comercial e um dos filmes mais elogiados pela crítica, o grandioso O Leopardo, filme com três horas de duração e extraído do romance homónimo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, que conta a história da transição da nobreza para o populismo, na Sicília nos tempos da unificação italiana. O filme tem um elenco estelar onde destacam Burt Lancaster, Claudia Cardinale e Alain Delon.

Vagas Estrelas da Ursa, um mergulho inquieto e melancólico na capacidade dos seres sensíveis para se destruirem amorosamente, com Claudia Cardinale e Jean Sorel, realizado em 1965 foi a obra seguinte. Em 1970 ele conhece o fracasso de uma obra sua, com O Estrangeiro, extraído do livro homônimo de Albert Camus e realiza também La caduta degli dei que lançou o actor Helmut Berger.

Com o sensível e refinado Morte em Veneza (1971), protagonizado por Dirk Bogarde e baseado na obra de Thomas Mann, ele volta a se encontrar com o sucesso de público e de crítica. O filme conta a história de Gustav Aschenbach, um compositor que vai passar férias em Veneza, e acaba por viver uma grande e inesperada paixão, que iniciaria a sua completa destruição. O filme faz uma abordagem do conceito filosófico de beleza, assim como a passagem do tempo a importância da juventude nas nossas vidas. O filme seguinte foi o grandioso, mas decepcionante, Ludwig com Helmut Berger e Romy Schneider. Durante as filmagens de Ludwig ele sofre um ataque cardíaco que o prendeu a uma cadeira de rodas até a sua morte, em 1976.

Mesmo com muita dificuldade, Luchino Visconti ainda faz dois filmes, Violência e Paixão (Gruppo di Famiglia in un Interno) e L'innocente, sua derradeira obra, versão do romance de Gabriele d'Annunzio que registra brilhantes interpretações de Giancarlo Giannini e Laura Antonelli.

Era homossexual assumido, teve um relacionamento de muitos anos com o ator austríaco Hulmet Berger que esteve presente em alguns de seus filmes. Morre na primavera de 1976 na sua residência na cidade de Roma.


MORTYE EM VENEZA um grande filme de VISCONTI

Filmografia
1943: Ossessione (pt: Obsessão)
1948: La terra trema (pt: A terra treme)
1951: Bellissima (pt: Belíssima)
1953: Anna Magnani, episódio de Siamo Donne
1954: Senso (pt: Sentimento)
1957: Le notti bianche (pt: Noites Brancas)
1960: Rocco i suoi fratelli (pt: Rocco e os seus irmãos)
1961: Il lavoro, episódio de Boccaccio '70
1963: Il gattopardo (filme) (pt/br: O Leopardo)
1965: Vaghe stelle dell'Orsa... (pt/br: As Vagas Estrelas Da Ursa)
1966: La strega bruciata viva, episódio de Le streghe (As Bruxas)
1967: Lo straniero (pt/br: O estrangeiro) (1967)
1969: La caduta degli dei (pt: Os malditos / br: Os deuses malditos)
1971: Morte a Venezia (pt/br: Morte em Veneza)
1973: Ludwig (pt: Luís da Baviera)
1974: Gruppo di famiglia in un interno (pt/br: Violência e Paixão)
1976: L'innocente (pt: O intruso))


Prémios
Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original, por " La Caduta degli dei" (1969).
Recebeu uma indicação ao BAFTA de Melhor Diretor, por " Morte a Venezia " (1971).
Ganhou 2 vezes o Prêmio Bodil de Melhor Filme Europeu, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960) e " Morte a Venezia " (1971).
Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por " Il Gattopardo " (1963).
Ganhou o Prêmio do 25º Aniversário no Festival de Cannes, por " Morte a Venezia " (1971).
Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, por " Vaghe stelle dell'Orsa..." (1965).
Ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza, por " Le Notti bianche " (1957).
Ganhou o Prêmio Especial no Festival de Veneza, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960).
Ganhou o Prêmio FIPRESCI no Festival de Veneza, por " Rocco e i suoi fratelli " (1960).

segunda-feira, novembro 01, 2010

PRÉMIO DO FESTIVAL DE DOCUMENTÁRIO E CINEMA DE ANIMAÇÃO DE LEIPZIG, PARA SUSANA DE SOUSA DIAS

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A TRANCA ASSINALA MAIS UM
PRÉMIO INTERNACIONAL PARA
SUSANA SOUSA DIAS



Realizadora Susana Sousa Dias premiada com Documentário "48"

O documentário "48", da realizadora Susana de Sousa Dias, sobre a tortura no Estado Novo, foi premiado no Festival Internacional do Documentário e Cinema de Animação de Leipzig, na Alemanha.
O filme recebeu o prémio FIPRESCI, atribuído pela Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, do festival que decorreu entre os dias 18 e 24.

Na justificação pela atribuição do prémio, o júri destaca a forma como Susana de Sousa Dias abordou a questão da ditadura no tempo do Estado Novo, recorrendo apenas à força da voz e à montagem dos retratos de quem foi preso e torturado pela PIDE.

O documentário "48" foi premiado este ano no festival Cinéma du Réel, em França, e prepara-se para integrar a competição de outros festivais internacionais, nomeadamente em Turim (Itália), em Sarajevo e na Turquia, referiu Susana de Sousa Dias.

A realizadora voltou ao período histórico do Estado Novo, depois de "Natureza morta", para falar nesta segunda longa-metragem de antigos prisioneiros da polícia do regime de Salazar, a PIDE.

"48" revela os testemunhos das pessoas entrevistas pela realizadora, sobrepostos às fotografias a preto e branco que foram tiradas à época pela PIDE aos que foram detidos e torturados.

Enquanto promove "48" nos festivais internacionais, a realizadora, de 48 anos, tem atualmente em mãos o documentário "Luz obscura" e está a trabalhar em "Stillleben", uma instalação em três ecrãs.

Susana de Sousa Dias espera estrear "48" nas salas portuguesas ainda este ano ou no começo de 2011.

ELEIÇÕES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMERICA DE 1960 - KENNEDY PRESIDENTE

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EM NOVEMBRO DE 196O, FAZ 5O ANOS,
NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DOS
ESTADOS UNIDOS, JOHN KENNEDY VENCEU
NIXON E TORNOU-SE PRESIDENTE



Eleição presidencial dos Estados Unidos (1960)
1956 ← → 1964

A eleição presidencial dos Estados Unidos da América de 1960 foi efectuada em 8 de Novembro de 1960. Os principais candidatos foram o Senador do Massachusetts John F. Kennedy (Partido Democrata), Richard Nixon (Partido Republicano) e o independente Harry F. Byrd. Kennedy foi eleito presidente com uma minuscula maioria nos votos populares mas uma confortável maioria no colégio eleitoral.

colégio eleitoral
John F. Kennedy/Lyndon B. Johnson Partido Democrata 303 34.220.984 (49,7%)
Richard Nixon/William E. Miller Partido Republicano 219 34.108.157 (49,5%

Esta eleição de 1960 marcou o fim dos dois mandatos de Dwight D. Eisenhower como Presidente. O seu Vice-presidente, Richard M. Nixon, concorreu como candidato pelos Republicanos.

O Senador John F. Kennedy foi o segundo Católico Romano a ser candidato à presidência na história dos Estados Unidos (o anterior fora o Democrata Al Smith na eleição de 1928). Na campanha, Kennedy afirmou que durante a era Eisenhower e dos Republicanos a América estava atrás da União Soviética, quer militar quer economicamente, e que como Presidente iria "pôr a América de novo em movimento". Nixon respondeu que, caso fosse eleito, iria continuar o tempo de "paz e prosperidade" que Eisenhower trouxe ao país, e que, com a nação envolvida na Guerra Fria, Kennedy era muito novo e inexperiente para que lhe fosse confiada a presidência. A votação foi a mais renhida desde 1916, e a margem de vitória de Kennedy no voto popular é das menores na história. A eleição ainda hoje é fonte de debate entre alguns historiadores contemporâneos em relação a um suposto roubo de votos que terá ajudado Kennedy em alguns estados.

Esta foi a primeira eleição presidencial nos Estados Unidos que contou com votação nos novos estados do Alasca e Havaí, e a última na qual o Distrito de Columbia não participou. Houve 537 votos no colégio eleitoral (houvera 531 em 1956), devido à adição de 2 Senadores e 1 Representante de cada um dos dois novos estados.

As polémicas da eleição de 1960
É muito provável que nunca se venha a saber se foi Kennedy ou Nixon quem teve mais votos. A confusão provém do facto de em estados como o Alabama os eleitores votarem directamente não no candidato mas nos grandes eleitores, ou seja, membros do Colégio eleitoral dos Estados Unidos da América. Dos onze, cinco votaram por Kennedy, e seis contra ele. O número de votos populares é difícil de atribuir, vigorando as versões de 318.303 votos para Kennedy (votos do eleitor mais popular de Kennedy) ou 324.050 votos (votos do mais popular eleitor Democrata).

A acrescentar a esta polémica, vários historiadores alegam que Kennedy terá beneficiado de uma fraude eleitoral, especialmente no Texas e no Illinois, e que terá sido Nixon a ter mais votos populares apesar do facto de os Republicanos terem tentado (mas falhado) inverter os resultados em ambos os estados na altura, bem como em outros nove estados. Estes dois estados são importantes porque se Nixon tivesse ganho ambos, teria tido a maioria no Colégio Eleitoral.

Kennedy venceu no Illinois por escassos 9.000 votos, embora Nixon tenha vencido 92 dos 101 condados desse Estado. A vitória de Kennedy no Illinois veio da cidade de Chicago, onde o mayor Richard J. Daley reteve a divulgação da votação até ao início do dia seguinte, 9 de Novembro. Os esforços de Daley e da poderosa máquina Democrata de Chicago deram a Kennedy uma fantástica vitória no Condado de Cook por uma margem de 450.000 votos - mais de 10% da população de Chicago em 1960 (3,55 milhões) invertendo o sentido de voto do resto do Estado, fortemente Republicano. Earl Mazo, repórter pró-Nixon do New York Herald Tribune, investigou a votação em Chicago e afirmou ter descoberto provas suficientes de fraude eleitoral para provar que o estado foi roubado para o lado de Kennedy.

No Texas, alguns Republicanos argumentaram que a formidável máquina política de Lyndon B. Johnson terá conseguido desviar votos suficiente ao longo da zona de fronteira com o México para dar a Kennedy a vitória no Estado.

texto de MIA COUTO

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UM TEXTO DE MIA COUTO


POBRES DOS NOSSOS RICOS

"A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem (...)
"

MIA COUTO

pec 4

domingo, outubro 31, 2010

AGOSTINHO BRANQUINHO E A ONGOING

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o que é que é a ONGOING?

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito que decorreu meses a fio, só para saber se Sócrates sabia ou não da da venda da TVI, ficaram no ouido e na retina dos portugueses, a sanha, a fúria, a atitude pidesca do então "inspector" do então PSD, contra a ONGOING.

Pois bem, a tal promiscuidade contra o que Agostinho Branquinho tanto falou durante as suas prolongadas arengas na tal CPI, mandou-as ele para as urtigas. Vendeu-se alegramente à promiscuidade.

RAFAEL BORDALO PINHEIRO

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O FACTO DE TERMOS VISITADO A CASA
MUSEU DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO,
AGUÇOU A CURIOSIDADE E AQUI VAI
UMA MATÉRIA SOBRE O ARTISTA.

Rafael Bordalo Pinheiro


Rafael Augusto Prostes Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21 de Março de 1846 — 23 de Janeiro de 1905) foi um artista português, de obra vasta dispersa por largas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português. Entre seus irmãos estava o pintor Columbano Bordalo Pinheiro.

O Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa, reúne a sua obra.

Biografia
Nascido Rafael Augusto Prostes Bordalo Pinheiro , filho de Manuel Maria Bordalo Pinheiro (1815-1880) e D. Maria Augusta do Ó Carvalho Prostes, em família de artistas, cedo ganhou o gosto pelas artes. Em 1860 inscreveu-se no Conservatório e posteriormente matriculou-se sucessivamente na Academia de Belas Artes (desenho de arquitectura civil, desenho antigo e modelo vivo), no Curso Superior de Letras e na Escola de Arte Dramática, para logo de seguida desistir. Estreou-se no Teatro Garrett embora nunca tenha vindo a fazer carreira como actor.

Em 1863, o pai arranjou-lhe um lugar na Câmara dos Pares, onde acabou por descobrir a sua verdadeira vocação, derivado das intrigas políticas dos bastidores.

Desposou Elvira Ferreira de Almeida em 1866 e no ano seguinte nasceu o seu filho Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.

Começou por tentar ganhar a vida como artista plástico com composições realistas apresentando pela primeira vez trabalhos seus em 1868 na exposição promovida pela Sociedade Promotora de Belas-Artes, onde apresentou oito aguarelas inspiradas nos costumes e tipos populares, com preferência pelos campinos de trajes vistosos. Em 1871 recebeu um prémio na Exposição Internacional de Madrid. Paralelamente foi desenvolvendo a sua faceta de ilustrador e decorador.

Em 1875 criou a figura do Zé Povinho, publicada n'A Lanterna Mágica. Nesse mesmo ano, partiu para o Brasil onde colaborou em alguns jornais e enviava a sua colaboração para Lisboa, voltando a Portugal em 1879, tendo lançado O António Maria.

Experimentou trabalhar o barro em 1885 e começou a produção de louça artística na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

Faleceu a 23 de Janeiro de 1905 em Lisboa, no nº 28 da rua da Abegoaria (actual Largo Raphael Bordallo-Pinheiro), no Chiado, freguesia do Sacramento, em Lisboa.

O desenhador

Raphael Bordallo-Pinheiro deixou um legado iconográfico verdadeiramente notável,tendo produzido dezenas de litografias. Compôs inúmeros desenhos para almanaques, anúncios e revistas estrangeiras como El Mundo Comico (1873-74), Ilustrated London News, Ilustracion Española y Americana (1873), L'Univers Illustré e El Bazar. Fez desenhos em álbuns de senhoras, foi o autor de capas e de centenas de ilustrações em livros, e em folhas soltas deixou portraits-charge de diversas personalidades. Começou a fazer caricatura por brincadeira como aconteceu nas paredes dos claustros do edifício onde dava aulas o Professor Jaime Moniz, onde apareceram, desenhados a ponta de charuto, as caricaturas dos mestres. Mas é a partir do êxito alcançado pel'O Dente da Baronesa (1870), folha de propaganda a uma comédia em 3 actos de Teixeira de Vasconcelos, que Bordalo entra definitivamente para a cena do humorismo gráfico.

Dotado de um grande sentido de humor mas também de uma crítica social bastante apurada e sempre em cima do acontecimento, caricaturou todas as personalidades de relevo da política, da Igreja e da cultura da sociedade portuguesa. Apesar da crítica demolidora de muitos dos seus desenhos, as suas características pessoais e artísticas cedo conquistaram a admiração e o respeito público que tiveram expressão notória num grande jantar em sua homenagem realizado na sala do Teatro Nacional D. Maria II, em 6 de Junho de 1903 que, de forma inédita, congregou à mesma mesa praticamente todas as figuras que o artista tinha caricaturado.

Na sua figura mais popular, o Zé Povinho, conseguiu projectar a imagem do povo português de uma forma simples mas simultaneamente fabulosa, atribuindo um rosto ao país. O Zé Povinho continua ainda hoje a ser retratado e utilizado por diversos caricaturistas para revelar de uma forma humorística os podres da sociedade.

Foi ele que se fez "ouvir" com as suas caricaturas da queda da monarquia.

O ceramista

Imagem em barro do Zé Povinho.Tendo aceitado o convite para chefiar o setor artístico da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha (1884), aí criou o segundo momento de renovação da cerâmica Caldense[1]. Raphael Bordallo-Pinheiro dedicou-se à produção de peças de cerâmica que, nas suas mãos, rapidamente, adquiriram um cunho original. Jarras, vasos, bilhas, jarrões, pratos e outras peças demonstram um labor tão frenético e criativo quanto barroco e decorativista, características, aliás, também presentes nos seus trabalhos gráficos. Mas Bordalo não se restringiu apenas à fabricação de loiça ornamental. Além de ter desenhado uma baixela de prata da qual se destaca um originalíssimo faqueiro que executou para o 3º visconde de S. João da Pesqueira, satisfez dezenas de pequenas e grandes encomendas para a decoração de palacetes: azulejos, painéis, frisos, placas decorativas, floreiras, fontes-lavatório, centros de mesa, bustos, molduras, caixas, e também broches, alfinetes, perfumadores, etc.

No entanto, a cerâmica também não poderia excluir as figuras do seu repertório. A par das esculturas que modelou para as capelas do Buçaco representando cinquenta e duas figuras da Via Sacra, Bordalo apostou sobretudo nas que lhe eram mais gratas: O Zé Povinho (que será representado em inúmeras atitudes), a Maria Paciência, a mamuda ama das Caldas, o polícia, o padre tomando rapé e o sacristão de incensório nas mãos, a par de muitos outros.

Embora financeiramente, a fábrica se ter revelado um fracasso, a genialidade deste trabalho notável teve expressão nos prémios conquistados: uma medalha de ouro na Exposição Colombiana de Madrid em 1892, em Antuérpia (1894), novamente em Madrid (1895), em Paris (1900), e nos Estados Unidos, em St. Louis (1904).

O jornalista

Capa do primeiro jornal de crítica diário: "A Lanterna Mágica".Raphael Bordallo-Pinheiro destacou-se sobretudo como um homem de imprensa. Durante cerca de 35 anos (de 1870 a 1905) foi a alma de todos os periódicos que dirigiu quer em Portugal, quer nos três anos que trabalhou em terras brasileiras.

Semanalmente, durante as décadas referidas, os seus periódicos debruçaram-se sobre a sociedade portuguesa nos mais diversos quadrantes, de uma forma sistemática e pertinente.

Em 1870 lançou três publicações: "O Calcanhar de Aquiles", "A Berlinda" e "O Binóculo", este último, um semanário de caricaturas sobre espectáculos e literatura, talvez o primeiro jornal, em Portugal, a ser vendido dentro dos teatros. Seguiu-se o "M J ou a História Tétrica de uma Empresa Lírica", em 1873. Todavia, foi "A Lanterna Mágica", em 1875, que inaugurou a época da actividade regular deste jornalista "sui generis" que, com todo o desembaraço, ao longo da sua actividade, fez surgir e também desaparecer inúmeras publicações. Seduzido pelo Brasil, também aí (de 1875 a 1879) animou "O Mosquito", o "Psit!!!" e "O Besouro", tendo tido tanto impacto que, numa obra recente, intitulada "Caricaturistas Brasileiros", Pedro Corrêa do Lago lhe dedica diversas páginas, enfatizando o seu papel.

"O António Maria", nas suas duas séries (1879-1885 e 1891-1898), abarcando quinze anos de actividade jornalística, constitui a sua publicação de referência. Ainda fruto do seu intenso labor, "Pontos nos ii" são editados entre 1885-1891 e "A Paródia", o seu último jornal, surge em 1900.

A seu lado, nos periódicos, estiveram Guilherme de Azevedo, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, João Chagas, Marcelino Mesquita e muitos outros, com contributos de acentuada qualidade literária. Daí que estas publicações constituam um espaço harmonioso em que o material textual e o material icónico se cruzam de uma forma polifónica.

Vivendo numa época caracterizada pela crise económica e política, Raphael enquanto homem de imprensa soube manter uma indiscutível independência face aos poderes instituídos, nunca calando a voz, pautando-se sempre pela isenção de pensamento e praticando o livre exercício de opinião. Esta atitude granjeou um apoio público tal que, não obstante as tentativas, a censura nunca logrou silenciá-lo. E, todas as quintas-feiras, dia habitual da saída do jornal, o leitor e observador podia contar com os piparotes costumeiros, com uma crítica a que se juntava o divertimento. Mas como era natural, essa independência e o enfrentar dos poderes instituídos originaram-lhe alguns problemas como por exemplo o retirar do financiamento d'O António Maria como represália pela crítica ao partido do seu financiador. Também no Brasil arranjou problemas, onde chegou mesmo a receber um cheque em branco para se calar com a história de um ministro conservador metido com contrabandistas. Quando percebe que a sua vida começa a correr perigo, volta a Portugal, não sem antes deixar uma mensagem:

".... não estamos filiados em nenhum partido; se o estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira é a VERDADE. Não recebemos inspirações de quem quer que seja e se alguém se serve do nosso nome para oferecer serviços, que só prestamos à nossa consciência e ao nosso dever, - esse alguém é um infame impostor que mente." ( O Besouro, 1878)

O homem de teatro

Busto em homenagem a Bordalo Pinheiro (Parque D. Carlos I, Caldas da Rainha).Com 14 anos apenas, integrado num grupo de amadores, pisou como actor o palco do teatro Garrett, inscrevendo-se depois na Escola de Arte Dramática que, devido à pressão da parte do pai, acabou por abandonar. Estes inícios — se revelaram que o talento de Raphael Bordallo-Pinheiro não se direccionava propriamente para a carreira de actor — selaram, porém, uma relação com a arte teatral que não mais abandonou.

Tendo esporadicamente desenhado figurinos e trabalhado em cenários, Raphael Bordallo-Pinheiro foi sobretudo um amante do teatro. Era espectador habitual das peças levadas à cena na capital, frequentava assiduamente os camarins dos artistas, participava nas tertúlias constituídas por críticos, dramaturgos e actores. E transpunha, semana a semana, o que via e sentia, graficamente, nos jornais que dirigia. O material iconográfico legado por Raphael Bordallo-Pinheiro adquire, neste contexto, uma importância extrema porque permite perceber muito do que foi o teatro, em Portugal, nessas décadas.

Em centenas de caricaturas, Raphael Bordallo-Pinheiro faz aparecer o espectáculo, do ponto de vista da produção: desenha cenários, revela figurinos, exibe as personagens em acção, comenta prestações e critica 'gaffes'. A par disso, pelo seu lápis passam também as mais variadas reacções do público: as palmas aos sucessos, muitos deles obra de artistas estrangeiros, já que Lisboa fazia parte do circuito internacional das companhias; as pateadas estrondosas quando o público se sentia defraudado; os ecos dos bastidores; as anedotas que circulavam; as bisbilhotices dos camarotes enfim, todo um conjunto de aspectos que têm a ver com a recepção do espectáculo e que ajudam a compreender o que era o teatro e qual o seu papel na Lisboa oitocentista.

1846: Nasce em Lisboa. - 1857: Nasce o irmão Columbano. - 1860: Inscreve-se no Conservatório. - 1861: Matricula-se pela 1ª vez na Academia de Belas Artes, Lisboa. - 1863: Amanuense na Câmara dos Pares. - 1866: Casa com Elvira Almeida. - 1867: Nasce o seu filho Manuel Augusto. - 1868: 1ª Exposição no salão da Promotora; é-lhe recusada Bolsa para Roma. - 1870: Publica o Calcanhar de Aquiles. - 1871: Participação na Exposição Internacional de Madrid. - 1875: Cria a figura do “Zé Povinho”. Parte para o Rio de Janeiro. - 1876: Morre a sua Mãe. - 1877: Lança o Psit!!! - 1878: Lança O Besouro. - 1879: Regressa a Lisboa. Lança o António Maria. - 1880: Morre o seu Pai. - 1885: Começa o fabrico da louça artística das Caldas da Rainha. - 1888: Viaja pela Europa. - 1900: Lança A Paródia. - 1905: Morre em Lisboa.